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Quem são os (fortes) concorrentes de Democracia em Vertigem no Oscar

Todo ano, o momento mais esperado do Oscar é o finalzinho da cerimônia, quando o público fica sabendo quem ganhou a estatueta de melhor diretor, atriz, ator e, é claro, melhor filme. Mas em 2020, os brasileiros estão vidrados em outro prêmio: melhor documentário (seja torcendo a favor, seja torcendo contra).

Democracia em Vertigem é o primeiro documentário exclusivamente brasileiro a ser indicado ao Oscar. Todos os anteriores foram coproduções entre o Brasil e outros países. O filme de Petra Costa será a primeira produção brasileira a ganhar um Oscar. Mas… é pouco provável que isso aconteça.

A concorrência é forte. Indústria Americana ganhou no Sundance, o mais tradicional dos festivais independentes – e é produzido pelo casal Obama (ou seja: como a Academia detesta Trump, dar a vitória a essa produção seria uma bela provocação ao atual presidente). Além disso, foi indicado em outros 57 prêmios de cinema, contando o Oscar. Venceu 16.

Para Sama, que mostra a guerra da Síria pelos olhos de uma menina, talvez seja um concorrente ainda mais pesado. Foi indicado a 98 prêmios. Venceu metade, incluindo o BAFTA (o “Oscar Britânico) e o Festival de Cannes, o segundo prêmio mais importante do cinema mundial, atrás apenas do próprio Oscar.

Democracia em Vertigem recebeu relativamente poucas indicações a outros prêmios (12). E só ganhou um, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Ser indicado ao Oscar já é uma vitória, naturalmente. Afinal, contando todas as categorias, apenas oito filmes brasileiros foram indicados desde o início da premiação. Mesmo assim, o Brasil está competindo com gente grande. Confira abaixo quem são os quatro concorrentes de peso.

Indústria americana

59 indicações a prêmios de cinema

16 vitórias

Assim como Democracia em Vertigem, é uma produção da Netflix que aborda questões políticas. Indústria Americana também 

É o filme de estreia da produtora de Michelle e Barack Obama, a Higher Ground Productions. O documentário é sobre uma empresa chinesa que ocupa uma antiga fábrica da General Motors, no estado de Ohio, gerando mais de dois mil empregos para americanos, e também para chineses. Ele aborda o choque cultural entre os dois países e as dificuldades de seguir o “sonho americano” quando você faz parte da classe trabalhadora dos EUA.

Não é difícil adivinhar por que ele é o favorito. O Oscar tem um histórico de bem protecionista, além de premiar produções que falem sobre o contexto e a história dos Estados Unidos – tanto que nenhum filme de língua estrangeira jamais ganhou o Oscar de Melhor Filme (boa sorte, Parasita). Além disso, Indústria Americana venceu o prêmio de Melhor Documentário pelo Sindicato de Diretores – quem vence ali costuma ganhar o Oscar.

Para Sama

98 indicações a prêmios de cinema

59 vitórias

Para Sama é o documentário da lista que mais levou prêmios. Foram 59 vitórias no total, incluindo o melhor documentário do BAFTA, a Associação Britânica de Artes do Cinema e Televisão, e de Cannes. Ele acompanha a história de uma estudante na revolta de Alepo, durante a Guerra da Síria.

O filme tem uma grande característica em comum com Democracia em Vertigem: os dois são contados em primeira pessoa, focando na experiência pessoal das diretoras. O documentário sírio começou a ser filmado em 2012, quando a diretora Waad Al-Kateab estudava marketing na Universidade de Aleppo.

O longa acompanha Al-Kateab durante cinco anos. Nesse tempo, ela se apaixona, se casa e tem uma filha. O filme mescla cenas íntimas e cotidianas com a luta pela sobrevivência na guerra. Mais um dos grandes cotados a Melhor Documentário.

The Cave

28 indicações a prêmios de cinema

11 vitórias

A produção da National Geographic também aborda a Guerra na Síria, mas com um olhar diferente. Ele trata do cotidiano de um hospital subterrâneo improvisado nos escombros da região de Ghouta, próxima a Damasco. 

O documentário foca na médica Amani Ballour e suas colegas Samaher e Alaa. Além de tratar dos feridos e da situação de guerra, o filme também aborda relações de poder e o direito das mulheres de exercerem seu trabalho em uma sociedade patriarcal.

Ele não está tão bem cotado quanto os outros, mas também levou prêmios importantes de cinema, como a categoria de melhor diretor do Critics’ Choice Documentary Awards.

Honeyland

79 indicações a prêmios de cinema

32 vitórias

De todos os indicados, Honeyland é o único que não aborda política diretamente. A história é bem peculiar: uma das últimas caçadoras de abelhas (sim, caçadora) da Europa tenta preservar o ecossistema dos insetos quando uma segunda família de apicultores decide ocupar sua região.

A ideia dos diretores era fazer um documentário sobre a conservação de um rio, mas o foco mudou totalmente quando eles conheceram Hatige Muratove, a caçadora de abelhas. Não é exatamente uma “caça. Trata-se da coleta de favos de mel em ambiente selvagem, uma atividade que ainda persiste no leste europeu (ele colhem só pedaços do favos, para não matar sua galinha dos ovos de ouro).

Tudo se passa no interior da Macedônia – um país pobre de uma região pobre da parte mais pobre da Europa, o que tende a puxar a simpatia dos jurados (não tanto quanto a guerra da Síria, mas tende). Além disso, ele fala de outro tema caro à comunidade do cinema: o aquecimento global, e seu papel no declínio da população de abelhas (o que é um fato).

Honeyland tem outro ponto a seu favor. Além de estar concorrendo como Melhor Documentário, o longa também está na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Democracia em Vertigem

12 indicações a prêmios 

1 vitória

É um dos filmes mais polarizados da história – a cara do momento atual do País. Chico Buarque elogiou o “grande valor histórico da obra”, e não faltam brasileiros que concordem. No outro pólo, temos os que concordam plenamente com Pedro Bial, que chamou o filme de “ficção alucinante e insuportável”.

O documentário, como muito se falou, mostra uma visão pessoal da diretora sobre os acontecimentos que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff – e assume-se como tal, sem esconder o pólo do qual faz parte.

A maior polêmica sobre o filme é outra. A revista Piauí descobriu que Petra Costa alterou uma das fotos históricas mostradas na tela. A imagem mostra dois militantes do Partido Comunista estendidos no chão. A foto original contém duas armas, que foram apagadas durante a edição das imagens. A diretora justificou-se dizendo que as armas tinham sido plantadas pela polícia, então a versão fake seria mais “correta” – mas o fato é que faltou avisar isso no próprio documentário.  

Para a tristeza de alguns torcedores de Oscar, e a satisfação de outros, o documentário é o menos cotado desta lista. Se vencer, terá sido uma zebra histórica. Mas, como já dissemos: a indicação por si só já é relevante para qualquer produção, de qualquer país.    

Coronavírus força empresas a cancelarem ida ao Mobile World Congress

Ericsson, LG e ZTE não estarão presente na maior feira de telecom do mundo que acontece em fevereiro

Rio de Janeiro — O medo do avanço do coronavírus está afetando o Mobile World Congress, maior evento de telecom do mundo que ocorre no fim de fevereiro na cidade de Barcelona, na Espanha.

A menos de três semanas do megaevento, nomes como a sueca Ericsson, a coreana LG e a a chinesa ZTE já anunciaram oficialmente que não irão participar da edição deste ano.

Nos bastidores, segundo uma fonte, outras companhias também estão analisando reduzir suas atividades e até mesmo suspender a participação no congresso, como as chinesas Oppo e Xiaomi, além de companhias americanas de telecom, como Sprint Nextel e Verizon, além de consultorias.

Executivos de empresas brasileiras, que tradicionalmente são convidadas pelos fornecedores de infraestrutura, também estão adiando a confirmação da viagem.

“Há uma grande preocupação com o evento neste ano, pois os chineses são sempre um dos principais participantes do evento e a China é o país epicentro do problema. Porém, a organização promete reforçar a questão de higienização com distribuição de máscaras e álcool em gel, pois há um esforço para fazer o evento acontecer”, disse uma fonte do setor.

Hoje, a sueca Ericsson, principal rival da chinesa Huawei, disse que não vai participar do MWC 2020.

“A responsabilidade da Ericsson pela saúde e segurança de funcionários, clientes e outras partes interessadas é a principal prioridade da empresa devido ao surto do novo vírus”, disse a empresa em nota.

A Ericsson, que tradicionalmente tem um dos maiores espaços do evento, vai anunciar seus lançamentos perto de seus clientes em eventos locais chamados “Ericsson Unboxed”.

Estratégia semelhante fez a LG, uma das maiores fabricantes de celulares do mundo. A companhia decidiu suspender sua participação no evento para “não expor seus funcionários a viagens internacionais”.

A companhia, que classificou a atual crise de “temos difíceis e desafiadires”, informou ainda que fará outros eventos ao decorrer de 2020 para anunciar suas novidades.

A ZTE não fará sua tradicional conferência de lançamento no fim de semana que antecede à abertura do MWC. Sem executivos, a companhia fará apenas a demonstração de novos celulares 5G com mão de obra local.

“Não há dúvidas que o evento será menor nesse ano”, destacou uma outra fonte.

Do outro lado, a organização do evento disse que a feira segue como planejado e que está aumentando os cuidados com a higiene. A GSMA, dona do congresso, vem soltando comunicados regularmente sobre a manutenção da feira, afirmando que o “impacto é mínimo”.

Fonte: Revista Exame – Tecnologia

Oscar: veja quem provavelmente vai ganhar em cada categoria

Primeiro, veio o filme do Tarantino. Depois, todo mundo só falava na história do palhaço. E aí, um drama sul-coreano virou o queridinho do público, seguido por uma sátira ao nazismo e um épico sobre a Primeira Guerra, que levou todos os prêmios que viu pela frente.

Pois é. O Oscar deste ano se configurou como um dos mais fortes (e, portanto, imprevisíveis) dos últimos anos. Nove filmes disputam o troféu principal, mas esta não é a única categoria incerta – é difícil apontar um vencedor em diversas outras, mesmo para a crítica especializada.

Cá entre nós, vamos combinar que esse tipo de incerteza é o que traz emoção à cerimônia, que acontece no próximo domingo, dia 9. No entanto, é verdade, também, que parte da emoção está em fazer aquele bolão com os amigos – e tentar acertar o maior número de vencedores.

Se você ainda não terminou as suas apostas, preparamos uma lista com os prováveis vencedores da noite. Utilizamos como base duas fontes principais: o Metacritic, site que compila as opiniões de dezenas de críticos de cinema da gringa, e os prêmios dos sindicatos, um parâmetro sólido para fazer previsões (e que nós já explicamos aqui). Ah, e uma pitada de intuição também.

 (Divulgação/Reprodução)

Filme

Provável vencedor: 1917

Comecemos com a principal categoria – e uma das mais imprevisíveis do ano.

Ford vs. Ferrari Adoráveis Mulheres têm chances mínimas. As de Jojo Rabbit História de um Casamento são melhores, mas ainda baixas.

Vamos olhar, então, para a parte de cima da tabela. Coringa é o recordista de indicações de 2020 (11) e venceu o prêmio principal no Festival de Veneza. O Irlandês Era Uma Vez em…Hollywood fizeram muito barulho quando estrearam e ganharam alguns troféus, como o New York Film Critics Circle Award e o Globo de Ouro de Melhor Comédia, respectivamente.

Todos são fortes concorrentes, de fato, mas Parasita1917 são os favoritos do momento. Parasita foi a grande surpresa estrangeira: venceu o prêmio de melhor elenco do SAG, do Sindicato dos Atores, e como Melhor Roteiro Original do WGA, do Sindicato dos Roteiristas. Se levar o Oscar, fará história como o primeiro “forasteiro” a levar a estatueta máxima do cinema norte-americano.

Mas tem algo no meio desse caminho: 1917 é o filme a ser batido. Levou todos os prêmios possíveis: Globo de Ouro, Bafta, Critics’ Choice, DGA (leia logo abaixo) e, mais importante de tudo, o PGA, prêmio do Sindicato dos Produtores e que costuma antecipar o vencedor da categoria principal do Oscar.

Direção

Provável vencedor: Sam Mendes (1917)

Com apenas cinco vagas, essa categoria deixou muita gente de fora – e sem nenhuma diretora, novamente. Mas vamos lá: Todd Phillips (Coringa), Quentin Tarantino (Era Uma Vez…) e Martin Scorsese (Irlandês) são fortes concorrentes, mas a disputa, nas últimas semanas, fechou-se entre Sam Mendes (1917) e Bong Joon Hoo (Parasita).

Hoo tem ao seu favor a mesma torcida que Alfonso Cuarón teve com Roma no ano passado. Mas o diretor mexicano, na época, recebeu o DGA, prêmio do Sindicato dos Diretores, coisa que Hoo não conseguiu. Ao invés dele, o vencedor deste ano foi Sam Mendes.

O DGA é extremamente relevante. Em seus 71 anos de existência, só sete diretores o venceram sem conquistar o Oscar. Mendes conquistou também o BAFTA e o Critic`s Choice Awards. As chances estão com ele, que já venceu uma vez em 2000 com Beleza Americana, seu filme de estreia.

 (Divulgação/Reprodução)

Atuação

Prováveis vencedores:

Ator – Joaquin Phoenix (Coringa)

Atriz – Renée Zellweger (Judy)

Ator Coadjuvante – Brad Pitt (Era Uma Vez em…Hollywood)

Atriz Coadjuvante – Laura Dern (História de um Casamento)

Aqui estão as apostas mais seguras para o seu bolão. O quarteto já levou todos os prêmios possíveis da temporada, e qualquer outro nome além deles será uma grande surpresa.

Phoenix disputa sua quarta indicação ao Oscar (as outras foram por Gladiador, Johnny e June O Mestre). Zellweger ganhou uma vez como coadjuvante por Cold Mountain, e Dern possui outras duas nomeações (As Noites de Rose e Livre).

Brad Pitt disputa em uma das categorias mais estreladas da noite. Entre seus concorrentes, Anthony Hopkins, Al Pacino, Joe Pesci e Tom Hanks, todos veteranos e devidamente oscarizados. Mas depois de outras quatro indicações, 2020 é o seu ano.

Mas vale dizer: será o seu primeiro Oscar de atuação, mas não o primeiro troféu do tipo: em 2014, ele foi um dos produtores a vencer o prêmio de Melhor Filme por 12 Anos de Escravidão. Nesta categoria, aliás, ele já concorreu outras duas vezes, por MoneyballA Grande Aposta. Ligeiro, não?

 (Divulgação/Reprodução)

Roteiro

Prováveis vencedores:

Original – Era Uma Vez em…Hollywood

Adaptado – Jojo Rabbit

As categorias de roteiro estão complicadas. Entre Facas e Segredos Dois Papas receberam ótimas críticas, mas nenhum chegou a vencer o o WGA, prêmio do Sindicato dos Roteiristas que ficou para Parasita (original) e Jojo Rabbit (adaptado).

Mas tem um porém: Era Uma Vez… não pôde competir nesta premiação, pois Tarantino não é associado ao sindicato. Isso muda um pouco o jogo na categoria Roteiro Original, e tanto ele como Parasita podem levar.

Em Roteiro Adaptado, quem pode estragar a festa de Taika Waititi é Adoráveis Mulheres, no que seria um Oscar “de consolação” para Greta Gerwig, esnobada na categoria de Direção. Mas o fato de que o livro original, escrito por Louisa May Alcott, já ter sido adaptado quatro vezes para as telonas enfraquece um pouco suas chances.

 (Divulgação/Reprodução)

Filme Estrangeiro

Provável vencedor: Parasita

Aqui não tem segredo. Os outros concorrentes (Corpus Christi, Honeyland, Os Miseráveis Dor e Glória) são todos muito bons, mas a popularidade deles não chega nem perto da do filme coreano. Este prêmio já está nas mãos de Bong Joon Hoo.

Animação

Provável vencedor: Klaus

Esta é uma das categorias mais incertas deste ano. O Link Perdido venceu o Globo de Ouro. Klaus, filme natalino da Netflix, trouxe técnicas inovadoras e ganhou diversos troféus no BAFTA e no Annie, considerado o Oscar da animação. I Lost My Body é outra produção da Netflix que se deu bem nesse prêmio.

Em contrapartida, o quarto capítulo de Toy Story foi sucesso de público, recebeu boas avaliações e ganhou tanto o Critic`s Choice quanto o PGA, do Sindicato dos Produtores. Não será nenhuma surpresa se Woody e cia. levarem esse troféu para casa.

 (Divulgação/Reprodução)

Documentário

Provável vencedor: Indústria Americana

Você deve estar se perguntando: mas e Democracia em Vertigem? Dirigido pela cineasta Petra Costa, o documentário é o Brasil no Oscar deste ano. Mas as chances de vitória são pequenas: Indústria Americana, filme da Netflix em parceria com a Higher Ground, recém-criada produtora de Michelle e Barack Obama, fala sobre as relações de trabalho entre EUA e China e vem ganhando diversos prêmios. Levou 16 troféus até agora. O filme de Petra Costa ganhou apenas um, da Associação Paulista dos Críticos e Arte.

Em segundo lugar na lista de favoritos está Honeyland, um sensível documentário da Macedônia do Norte sobre a vida de uma apicultora. É tão bom que fez algo inédito: disputa como Melhor Documentário e Melhor Filme Estrangeiro.  

Trilha Sonora

Provável vencedorCoringa

Neste ano, a categoria está repleta de pesos-pesados que, juntos, somam incríveis 99 indicações ao Oscar. John Williams (Star Wars) é a autoridade máxima, com 52 nomeações no currículo, seguido por Randy Newman (História de um Casamento, 20), Thomas Newman (1917, 15) e Alexander Desplat (Adoráveis Mulheres, 11). Mas a favorita, vejam só, é uma estreante: a islandesa Hildur Guðnadóttir, pelo belíssimo trabalho em Coringa, essencial para a história.

Canção Original

Provável vencedor: “(I`m Gonna) Love Me Again” (Rocketman)

Frozen já levou o seu com “Let It Go”, e a música de sua continuação, “Into The Unknown”, não fez tanto sucesso quanto sua antecessora. A franquia Toy Story também compete aqui com “I Can`t Let You Throw Yourself Away”, mas os bonequinhos falantes já levaram essa estatueta para casa em 2011, por Toy Story 3.

Nada melhor, então, do que premiar a dupla Elton John e Bernie Taupin pela música que encerra a (ótima) cinebiografia do cantor britânico, esnobada no restante do Oscar.

Efeitos Visuais

Provável vencedor: 1917

O live action de O Rei Leão e o último Star Wars não têm chances. O rejuvenescimento digital dos atores de O Irlandês são bons, porém não foram unanimidade entre quem assistiu. 1917 tem bons efeitos, e o prêmio pode vir junto com os outros que levará na noite do Oscar.

Há quem acredite, contudo, em um troféu para Vingadores: Ultimato. Seria uma ótima forma de homenagear o longa, que se tornou a maior bilheteria da história do cinema no ano passado, e aqueceria o coração de milhões de fãs – inclusive deste que vos escreve.

Fotografia

Provável vencedor: 1917

Esta é uma categoria forte. O Irlandês, Coringa, O Farol Era Uma Vez… têm cacife suficiente para a estatueta. Mas é praticamente certo que 1917 levará mais esse.

A fotografia do filme, afinal, é um feito. Roger Deakins, responsável por essa parte do filme, já foi indicado 15 vezes ao prêmio – ganhou em 2018 por Blade Runner 2049 – e parte do mérito do filme vem do seu trabalho: a sensação de que a história é contada em um plano-sequência, sem nenhum corte. Durante as gravações, era preciso, por exemplo, esperar que ficasse nublado, para manter a continuidade das cenas.

 (Divulgação/Reprodução)

Montagem (Edição)

Provável vencedor: Ford vs. Ferrari

O longa conta a história do embate entre as duas marcas automobilísticas e a histórica corrida de Le Mans em que a Ford projetou um carro especialmente para quebrar a hegemonia da Ferrari.

Azarão entre os indicados a Melhor Filme, Ford vs. Ferrari, extremamente competente nas categorias técnicas, é o favorito nesta categoria. Mas pode perder o troféu para Parasita ou O Irlandês, que também vêm fortes. Vale dizer: o prêmio do Sindicato dos Editores premiou Jojo Rabbit e o longa sul-coreano.

Som

Prováveis vencedores:

Edição – 1917

Mixagem – 1917

Ah, as categorias que sempre nos causam confusão! Mas verdade seja dita: tanto o trabalho de um designer de som quanto o de um mixador (saiba mais sobre eles aqui) costumam andar juntos, então quase sempre os indicados a uma categoria se repetem na outra

Em 2020, isso aconteceu com quatro filmes: 1917, Coringa, Ford vs. Ferrari Era Uma Vez…. Tanto o filme sobre automobilismo quanto o longa de Quentin Tarantino são fortes concorrentes, mas é bem provável que 1917 faça uma dobradinha aqui.

 (Divulgação/Reprodução)

Design de Produção

Prováveis vencedores: Era Uma Vez em…Hollywood

A categoria, anteriormente, se chamava “Direção de Arte” – é a responsável por premiar a cenografia e a composição de todos os elementos em cena. O longa de Tarantino nos transporta com maestria para a Los Angeles do final dos anos 1960 e é o favorito a vencer, com 1917 (sempre ele) em segundo lugar.

Maquiagem e Cabelo

Prováveis vencedores: O Escândalo

O filme, que possui no elenco nomes como Nicole Kidman, Charlize Theron e Margot Robbie foi bem recebido pela crítica (as últimas duas atrizes, inclusive, foram indicadas ao Oscar), mas ficou de fora da categoria principal.

A história é baseada no escândalo real de assédio sexual envolvendo Roger Ailes, chefão do canal Fox News, e diversas funcionárias do veículo. O trabalho da equipe de maquiagem e cabelo foi louvável, e a semelhança entre as atrizes e as personalidades reais impressiona. CoringaJudy correm por fora, mas as chances são pequenas.

 (Divulgação/Reprodução)

Figurino

Prováveis vencedores: Adoráveis Mulheres

Páreo duro nesta categoria: Sandy Powell (O Irlandês) já venceu três vezes o Oscar. Mark Bridges, de O Coringa, duas. Mas Jacqueline Durran, que já ganhou anteriormente por Anna Karenina, é a favorita, novamente, por um filme de época. Quem pode surpreender é Arianne Phillips, que nunca ganhou antes e foi a responsável por reviver os hippies de Era Uma Vez em…Hollywood.

Curtas

Prováveis vencedores:

Animação – Hair Love

Documentário – Learning to Skateboard in a Warzone (if you’re a girl)

Live-action – Brotherhood

Celular com tela dobrável Motorola Razr chega ao Brasil por R$ 9 mil

Conhecido como “Novo V3”, smartphone com sistema Android tem tela de 6,2 polegadas que se dobra ao meio

O primeiro celular com tela dobrável da Motorola, chamado Razr, chega ao Brasil nesta semana com preço sugerido de 8.999 reais. O produto é uma nova edição do aparelho que vez sucesso no começo dos anos 2000, sob o nome Razr V3.

O Motorola Razr é o segundo smartphone com tela dobrável a chegar ao mercado nacional. O primeiro foi o Galaxy Fold, da Samsung, que tem preço sugerido de 13 mil reais e cujas vendas aconteceram apenas via internet e por um dia no mês passado. O Razr chega com maior abrangência ao mercado e poderá ser encontrado em lojas físicas e digitais, bem como em operadoras de telefonia móvel.

O Razr, também chamado de Novo V3, tinha previsão de lançamento para janeiro deste ano no mercado brasileiro. Após atraso, o produto chega efetivamente ao mercado em meados de fevereiro, quando as entregas de produtos comprados via internet tem previsão de chegada.

Vendido a 1,5 mil dólares nos Estados Unidos, o aparelho da Motorola tem tela de 6,2 polegadas que se dobra ao meio. A proposta é que o aparelho fique menor para caber confortavelmente no bolso de uma calça ou em uma bolsa. Quando dobrado, o produto tem uma tela secundária, de 2,7 polegadas, que mostra notificações e permite interagir normalmente com aplicativos. A ideia é um pouco diferente da apresentada pelo Galaxy Fold, que tem tela de 7,3 polegadas que se dobra ao meio para ficar com tamanho de um celular comum.

O novo Razr vem com processador Snapdragon 710, um chip intermediário-avançado da Qualcomm, um dos segredos da Motorola para deixar o produto com preço inferior ao da rival Samsung. Outro é a capacidade da bateria, que é de 2.510 mAh contra os 4.380 mAh do Fold.

Segundo a previsão da consultoria americana ABI Research, as vendas de smartphones com telas dobráveis, flexíveis ou enroláveis devem chegar a 228 milhões de unidades em 2028.

A aposta no Motorola Razr é uma volta da fabricante ao segmento de smartphones topo de linha. Nessa faixa de preço, a Motorola irá brigar com aparelhos como o iPhone 11 Pro e o Galaxy Fold. Os demais celulares avançados, como o LG G8S e o Galaxy Note 10 custam menos da metade do Razr atualmente. A combinação de nostalgia e inovação será o suficiente para ajudar a Motorola a avançar no segmento de smartphones no Brasil, onde ocupa o segundo lugar em vendas? O Razr pode atrair o consumidor por ter uma proposta exclusiva — ao menos por enquanto.

Fonte: Revista Exame – Tecnologia

Quem são as outras “heroínas” de Aves de Rapina?

Aves de Rapina deu a largada para uma série de filmes sobre heroínas que serão lançados em 2020. Nos próximos meses, vão estrear o live-action de Mulan, o filme solo da Viúva Negra e a sequência de Mulher-Maravilha. Mas Aves não se contentou em focar apenas em uma personagem dos quadrinhos. Na verdade, o longa conta com cinco heroínas do universo da DC Comics.

É provável que você conheça os integrantes da Liga da Justiça, mas nem todo tinha ouvido falar das Aves de Rapina. Elas apareceram pela primeira vez nos quadrinhos em 1996 e possuem uma revista só delas. Mais de 20 integrantes já passaram pelo grupo ao longo dos anos. Mas afinal, quem são as “Aves” do novo filme?

Arlequina

 (Birds of Prey/Montagem sobre reprodução)

Essa você já conhece. No novo filme, Arlequina é quem une o grupo. A personagem é a mesma de Esquadrão Suicida, outro grupo dos quadrinhos da DC que chegou aos cinemas em 2016 – e foi detonado pela crítica. Mesmo assim, o filme faz referência ao anterior com algumas cenas e easter eggs.

Mas a história é bem diferente nos quadrinhos. Nos gibis, Arlequina não faz parte das Aves, e muito menos lidera o grupo. Esse cargo fica com a Batgirl Barbara Gordon, que assumiu a identidade de Oráculo ao ficar tetraplégica após um ataque do Coringa. Barbara, no entanto, não é mencionada no novo filme.

Mas a Arlequina logo vai se juntar às Aves nas revistas. A DC anunciou uma nova série de quadrinhos intitulada “Harley Quinn and the Birds of Prey”, que será lançada no dia 12 de fevereiro deste ano. Assim como o filme, a história impressa também vai abordar o término de relacionamento entre Arlequina e o Coringa – e as Aves de Rapina, claro, estarão ao seu lado.

Cassandra Cain

 (Birds of Prey/Montagem sobre reprodução)

Pense em uma personagem complexa. Nos quadrinhos, Cassandra Cain já assumiu a identidade de Batgirl, Morcego Negro, Kazumi e Órfã – no filme, ela aparece como esta última.

Cassandra é filha de dois assassinos que planejavam treiná-la para seguir o mesmo destino. Além das habilidades em artes marciais, o pai incentivou a garota a estudar muita linguagem corporal ao invés de se expressar verbalmente. Isso explica suas dificuldades de socialização e timidez. Nos quadrinhos, ela também luta ao lado do Batman.

No longa, ela é uma adolescente que ganha a vida com pequenos furtos, sem nenhuma habilidade de luta aparente – mas pode ser que isso mude em um próximo filme, já que ela é praticamente adotada por Arlequina (o fato de viver com uma família adotiva é uma das poucas semelhanças com a personagem dos quadrinhos).

Renee Montoya

 (Birds of Prey/Montagem sobre reprodução)

A detetive Renee Montoya originalmente não faz parte do grupo de heroínas. Ela aparece pela primeira vez na série animada do Batman em 1992, e só depois passou aos quadrinhos como membro da polícia de Gothan. Ela é abertamente homossexual, e isso acaba impactando sua vida profissional.

Ela abandona o posto de detetive após ter conhecimento de casos de corrupção dentro da polícia. Tempos depois, ela acaba assumindo a identidade de Questão, um detetive secreto que usa uma máscara para não revelar sua identidade.

Nos quadrinhos, Renee já contribuiu com as Aves de Rapina e até chegou a ser convidada a fazer parte da equipe, mas nunca chegou a ser um membro oficial.

Canário Negro (Dinah Lance)

 (Birds of Prey/Montagem sobre reprodução)

A Canário Negro foi uma das fundadoras do grupo, lá em 1996. A primeira edição da revista do grupo se chamou “Birds of Prey: Black Canary/Oracle”. A segunda fundadora é a Oráculo – a Batgirl que mencionamos antes. 

Canário Negro possui papel fundamental na trama. Ela é a única heroína do grupo com poderes: um grito ultrasônico capaz de machucar os ouvidos de seus inimigos. Além disso, ela é uma das melhores lutadoras de Gothan. 

O nome por trás da Canário Negro é Dinah Lance, mas ela não é a primeira a assumir a identidade da heroína. Sua mãe, Dinah Drake, foi a primeira Canário Negro nos quadrinhos, e sua filha, que é quem aparece no longa, herdou os seus poderes. Lance passou anos treinando artes marciais e assumiu o posto de Canário Negro contra a vontade da mãe.

Caçadora (Helena Bertinelli)

 (Birds of Prey/Montagem sobre reprodução)

Helena Bertinelli é filha de um dos homens mais poderosos de Gothan, que controla a máfia da cidade. Aos oito anos de idade, ela vê toda sua família ser assassinada por outros membros do crime organizado. A partir daí, toda sua vida é motivada pela vingança. 

Ela passa a juventude na Sicília treinando para matar os assassinos de sua família. Quando cumpre seu objetivo, ela assume a identidade da heroína e promete acabar com as guerras da máfia. A Caçadora não recebe esse nome à toa: ela se especializou em matar seus inimigos usando uma besta.

Bertinelli é bem apegada às origens italianas da família. No novo filme, ela é vista rezando, o que mostra seu apego à fé católica. Nos quadrinhos, ela tem alguns desentendimentos com o Batman, que a considera muito violenta e imprevisível. Ela também entra para a Liga da Justiça, onde chega a assumir a identidade de Batgirl. Além de tudo isso, ela é uma das principais integrantes das Aves de Rapina.

Google Maps faz 15 anos com novidade para quem não tem carro

Serviço de localização adiciona novas cidades na função que traça rotas utilizando o transporte público

São Paulo – Como forma de comemorar os 15 anos do Google Maps, a empresa de Mountain View está ampliando o número de cidades brasileiras que passam a contar com informações de trajetos que podem ser feitos com transporte público. Antes disponível somente em algumas capitais, o recurso agora estará disponível em mais de 60 municípios.

Ao todo são 61 novas cidades que serão atendidas pela plataforma que agora passa a informar a previsão do horário de partida e chegada de ônibus municipais. Entre as regiões atendidas, destaque para Recife, Salvador, Maceió e Brasília.

Para utilizar a função basta abrir o aplicativo ou o site do Google Maps e selecionar a opção de transporte público ao buscar por uma rota. O serviço de GPS então vai indicar qual linha de ônibus é adequada e os horários previstos de partida e chegada. As informações levam em consideração o trânsito da região.

Confira abaixo as cidades passam a ser atendidas pelo serviço:

  • Águas de Lindóia
  • Além Paraíba
  • Aracaju
  • Barueri
  • Bebedouro
  • Belford Roxo
  • Brasília
  • Caieiras
  • Cajamar
  • Camaçari
  • Caruaru
  • Colatina
  • Cotia
  • Diadema
  • Franco da Rocha
  • Guararema
  • Guarulhos
  • Ilhabela
  • Itaperuna
  • Itapevi
  • Itapira
  • Itaquaquecetuba
  • Itatiba
  • Jacareí
  • Jaguariúna
  • Jandira
  • Jarinu
  • Juazeiro
  • Juiz de Fora
  • Jundiaí
  • Linhares
  • Macapá
  • Maceió
  • Mauá
  • Mogi das Cruzes
  • Mossoró
  • Natal
  • Niterói
  • Nova Iguaçu
  • Osasco
  • Parnamirim
  • Pelotas
  • Petrolina
  • Pinheiral
  • Recife e região metropolitana
  • Resende
  • Ribeirão Preto
  • Rio Grande
  • Salto
  • Salvador
  • Santa Rita
  • São Caetano do Sul
  • São Carlos
  • São Gonçalo do Amarante
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Fonte: Revista Exame – Tecnologia

Novo refrigerador smart pode ser controlado por aplicativo

O aparelho chamado RF23R, da Samsung, tem gaveta com zonas de temperatura diferentes

De olho na tendência global de internet das coisas, a sul-coreana Samsung lança no Brasil nesta semana o refrigerador French Door RF23R, equipado com Wi-Fi. O aparelho pode ser controlado à distância por meio de um aplicativo. Com isso, mesmo à distância, o usuário pode deixar o vinho ou a carne na temperatura que considerar ideal para o consumo.

O aparelho conta com o recurso chamado Cool Select Pantry, que é uma gaveta que oferece regulagem de temperatura para cada tipo de alimento ou bebida. O aplicativo utilizado para controlar o refrigerador é chamado SmartThings, disponível para smartphones com sistema operacional Android e iPhones. Ele é a plataforma que unifica a casa conectada com produtos da Samsung. Nele, o usuário pode escolher se quer deixar os compartimentos com temperatura de -1ºC ou 5ºC, por exemplo.

O aplicativo pode também avisar quando o usuário esquecer a porta do refrigerador aberta, desse modo estimulando a economia de energia elétrica, e também informar sobre a validade dos alimentos, após ter inserido os dados de cada um manualmente no app.

Além dos recursos de conectividade, o refrigerador tem outras características de produtos avançados da categoria, como o Food Showcase, uma porta dupla para acesso aos alimentos no refrigerador que evita a abertura completa da porta a todo momento; acabamento em inox resistente a marcas deixadas por impressões digitais; e um recurso de enchimento automático da jarra de água gelada e filtrada, de 1,4 litro.

Em entrevista a Exame, Helbert Oliveira, diretor da divisão de digital appliances da Samsung Brasil, conta que ao lançar produtos como o RF23R a marca reforça o compromisso com o mercado local e oferece recursos tecnológicos para a categoria. “Ao trazer essas novas versões para o mercado brasileiro, a Samsung reforça o seu compromisso em estar sempre atenta às necessidades de seus consumidores. Temos em nosso DNA a busca constante por inovação e esses lançamentos mostram que estamos no caminho certo. Afinal, mais que agregar tecnologia com conectividade, nós pensamos no dia a dia do público que irá usá-los, com features que realmente farão a diferença”, afirma Oliveira.

O refrigerador RF23R será vendido em duas versões com tamanhos diferentes. A menor/ tem capacidade de 536 litros e custará 13.999 reais. A maior tem capacidade de 530 litros e preço sugerido de 15.999 reais. Os produtos, já disponíveis no mercado nacional, custam menos do que o modelo RF22F, do ano passado, que tinha preço sugerido de 17.999 reais.

Mercado

A categoria de refrigeradores inteligentes se desenvolve pelo mundo com lançamentos de produtos conectados por marcas como Samsung e LG, ambas da Coreia do Sul.

No mercado global, o faturamento do setor de refrigeradores conectados foi de 254 milhões de dólares no ano de 2018 e, com crescimento anual de 13,7%, ele chegará a 328 milhões de dólares em 2020, de acordo com previsão da consultoria americana Grand View Research.

Com produtos conectados como ar condicionado, aspirador-robô, televisores e máquinas de lavar, a casa dos consumidores tende a ficar cada vez mais inteligente — conforme os aparelhos tenham preços mais acessíveis.

Fonte: Revista Exame – Tecnologia

O sucesso mudou Steve Jobs, afirma cofundador da Apple

Em entrevista para um podcast, Steve Wozniak revelou detalhes sobre a personalidade de Jobs

De acordo com o relato, a mudança de comportamento foi motivada também pela enxurrada de dinheiro que a companhia recebeu de investidores interessados em aportar a fabricante de computadores.

“Ele queria ser importante, mas não tinha dinheiro algum”, diz Wozniak, que lembra que o empresário sempre citava figuras marcantes da história, como o escritor William Shakespeare, e também empresas de destaque na época.“Estava sempre procurando por um jeito de dar o próximo passo e queria ser alguém importante na vida.”

Wozniak revelou ainda que ele e Jobs tinham pensamentos distintos sobre o que consideravam “sucesso”. “Eu disse para todos que iria ser um engenheiro na HP pela vida inteira porque eu amava aquilo e não queria ser corrompido por dinheiro.” Jobs, por sua vez, queria comandar uma empresa no mesmo patamar de gigantes do mercado.

Cofundador da Apple, Woz, como é chamado, talvez seja o funcionário mais antigo da empresa. O salário está longe de ser astronômico. Após as deduções, pouco mais de 50 dólares por semana entra em sua conta bancária. “É pouco, mas é por lealdade. O que eu poderia fazer de mais importante na minha vida?”

Fonte: Revista Exame – Tecnologia

Samsung lança Galaxy S10 Lite e Note 10 Lite no Brasil

Aparelhos chegam ao mercado para competir com o iPhone 11

A sul-coreana Samsung lança nesta semana no Brasil dois novos smartphones chamados Galaxy S10 Lite e Galaxy Note 10 Lite. Os produtos são novas versões dos celulares topo de linha da marca em 2019.

O Galaxy S10 Lite tem processador Snapdragon 855, 6 GB de RAM e 128 GB de memória. O sensor de impressões digitais fica na tela e a bateria tem capacidade de 4.500 mAh. A câmera traseira é tripla, contando com 48, 12 ou 5 megapixels de resolução, sendo a menor usada para fotos macro.

O Galaxy Note 10 Lite tem como diferencial a caneta S-Pen, característica da linha Note desde 2011. Com ela, é possível fazer anotações à mão na tela do celular. As câmeras do produto são diferentes, todas com resolução de 12 megapixels cada. Há uma câmera com aplitude comum (80°), uma com 123 graus de captura e outra telefoto, que permite o registro de retratos com distância focal menor do que as demais câmeras do smartphone. A bateria do Note 10 Lite também tem 4.500 mAh de capacidade.

Os novos smartphones chegarão ao mercado a partir da próxima semana. O Galaxy S10 Lite tem preço sugerido de 3.999 reais, enquanto o Galaxy Note 10 Lite custará 3.799 reais. Os produtos competem com o iPhone 11, da Apple.

Fonte: Revista Exame – Tecnologia

Como o CBLoL ajudou a levantar o esporte eletrônico no Brasil

Em 2012, a Riot Games abria o primeiro servidor de League of Legends no Brasil. Com a chegada do game, vinha também o primeiro Campeonato Brasileiro de League of Legends no país, visto que a comunidade local já existia mesmo antes da abertura do servidor. Com cerca de 100 milhões de jogadores ativos no mundo hoje, o jogo logo virou uma febre local. A equipe vencedora do primeiro torneio, chamada vTi Ignis – hoje extinta -, recebeu o prêmio que, inicialmente, era de 25 mil dólares.

Com partidas que costumam durar de 30 a 50 minutos, o jogo consiste em fazer com que duas equipes distintas, de cinco campeões – como são chamados os personagens – cada, se enfrentem para destruir a base, ou Nexus, do time inimigo. Para alcançar a base do outro time, os adversários devem escolher uma das cinco rotas disponíveis e derrubar as três torres espalhadas pelo caminho. Para crescer no jogo, é necessário coletar ouro abatendo torres e inimigos e aprimorar habilidades por meio da experiência na partida.

O jogo já era familiar para a comunidade brasileira, mas o CBLoL fez com que o game do gênero multiplayer online battle arena – conhecido pela sigla “Moba” – entrasse rapidamente para a lista dos mais games populares a nível nacional. O campeonato serviu de base para outras competições de League of Legends, como o Circuito Desafiante e o Circuito Brasileiro. Hoje, o CBLoL tornou-se um dos responsáveis pelo alcance e audiência do game entre o público brasileiro. O torneio é transmitido pela  emissora SporTV e as finais já foram realizadas em locais como a Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, e o estádio Allianz Parque, em São Paulo.

Para Carlos Antunes, diretor de eSports na Riot Brasil, a fama do jogo entre o público brasileiro é graças ao modo pelo qual a Riot lançou o game no Brasil. “Nós ajustamos o LoL ao jogador brasileiro, com localização, dublagem, história e campeões traduzidos para a língua portuguesa, de forma que envolveu a comunidade rapidamente e de um jeito profundo, além de ter incentivado criadores de conteúdo para o YouTube a falarem mais sobre o jogo para seus seguidores”, disse Antunes a EXAME, durante o primeiro dia de CBLoL deste ano.

Neste ano, a primeira etapa do campeonato – chamada de split – durará 11 semanas, com 21 rodadas e partidas que acontecem aos sábados e aos domingos, com transmissão e comentários pelo E-SporTV, divisão de eSports do canal. As 8 equipes – Flamengo eSports, Prodigy Esports, FURIA Uppercut, Redemption eSports POA, paiN Gaming, Vivo Keyd, INTZ e-Sports e KaBuM! e-Sports – se enfrentarão três vezes cada. Na reta final, o terceiro lugar disputará a vaga para a final com o segundo lugar, enquanto o time na quarta posição enfrentará o time que terminou as rodadas em primeiro lugar.

Antes e depois do League of Legends

Mas o LoL não foi o primeiro jogo online a envolver brasileiros com o esporte eletrônico. Em 2006, seis anos antes do lançamento do servidor brasileiro de LoL, uma equipe inteiramente brasileira, a Made in Brazil, já havia vencido o torneio mundial de Counter-Strike 1.6, um dos jogos da série Counter-Strike – jogo multiplayer de tiro em primeira pessoa. Apesar do destaque dos brasileiros no cenário internacional, a equipe acabou se desfazendo em 2012 e só retornou em 2018, quando venceu o torneio Zotac Cup Masters, em Hong Kong, e garantiu 200 mil dólares como prêmio.

Apesar da ausência da MIBR por alguns anos no cenário, a presença brasileira no jogo Counter-Strike: Global Offensive permaneceu forte: em 2016, a seleção brasileira do time SK Gaming venceu a ESL One Colônia, uma das 10 maiores competições de CS:GO do mundo. Outro game que também contou com brasileiros em torneios internacionais é o Moba chamado Dota 2, onde a equipe paiN Gaming foi classificada para o The International – considerado o maior campeonato mundial do jogo -, mas acabou perdendo para o europeu OG.

Embora os destaques brasileiros em torneios internacionais aconteçam desde a década passada – e o Brasil tenha tido inúmeras competições em menor escala -, o país começou a criar suas próprias competições oficiais com a chegada da Twitch, plataforma de streaming de games, que popularizou as partidas e também o League of Legends. Com uma audiência que manteve a média de 130 milhões de telespectadores por mês desde 2016, não é de surpreender que o CBLoL tenha se tornado o campeonato mais estável em um curto período de tempo – o torneio garantiu um crescimento linear ao longo dos anos que culminou em um recorde de 600 mil espectadores únicos na final de 2019, segundo a assessoria da Riot, com transmissão ao vivo pelas plataformas YouTube e Twitch. Segundo a consultoria holandesa Newzoo, a audiência de eSports chegou a 443 milhões em 2019, um crescimento de 12,3% em relação ao ano de 2018. Para este ano, a expectativa da consultoria é de que o ritmo acelerado continue, fazendo a audiência do esporte eletrônico atingir 495 milhões.

Outra empresa que, seguindo os moldes da Riot, aproveitou o momento para criar um campeonato de um jogo próprio foi a Ubisoft: em 2017, a companhia anunciou o Brasileirão do jogo Rainbow Six Siege, que já encaminha para a sua quarta edição neste ano. A Garena, publicadora do battle royale Garena Free Fire, também anunciou o próprio torneio oficial do jogo, chamado Liga Brasileira de Free Fire, que teve início no último fim de semana – dias 1 e 2 de fevereiro – em um novo estúdio criado para a competição.

Segundo da Newzoo, a receita do mercado de eSports no mundo foi de 1,1 bilhão de dólares em 2019, que mostra um aumento de 26,7% em relação ao ano anterior. A maior parte da receita vem de patrocínios (34,3%). Com o apoio de grandes marcas, como Coca-Cola, Mastercard, Banco do Brasil e Nike, o esporte eletrônico, embora ainda pouco reconhecido, ganha cada vez mais a atenção do público e evolui para se tornar tão relevante quanto um esporte tradicional. 

Fonte: Revista Exame – Tecnologia