Mais um sucesso da Netflix

A fábrica de salsichas da Netflix continua a todo vapor. A marca da gigante do streaming porquê produtora de filmes é se utilizar de procedimentos estilísticos já testados e aprovados pelos seus usuários, não importa se estão em jogo filmes de Scorsese, Baumbach ou Cuarón. Deve-se buscar a média, e se evitar o salto no declínio, o risco ou o êxtase maneirista ao supremo. A não ser o típico maneirismo “Stranger Things”, que já não é mais maneirismo porque virou voga.

“Lost Girls – Os Crimes de Long Island”, de Liz Garbus, nesse processo, é um pouquinho melhor que “Troco em Duplo”, e um pouco subordinado a “Pássaro do Oriente”, ficando mais ou menos no nível de “Entre Realidades”. Mas o trajo é que esses filmes todos, e vários outros da Netflix, igualam-se na avidez controlada, na direção programática e nos roteiros esquemáticos que se abrem a furos porque parecem escritos na correria.

A filha mais velha de Mari Gilbert (Amy Ryan), uma mulher de personalidade poderoso, mãe de três filhas, desaparece em seguida uma madrugada em que ela pediu socorro da polícia em seguida uma tentativa frustrada de um programa sexual num condomínio fechado em Long Island. Logo ela descobre que sua filha não foi a única pequena de programa desaparecida no lugar, e outros cadáveres de moças são encontrados.

A incompetência da polícia é assombrosa, porquê a de boa segmento do cinema americano aliás, e logo Mari trata de tentar ela mesma encontrar a filha. Ela precisa lutar também contra a má vontade da sociedade, principalmente da escol do condomínio de veraneio, e contra um médico misterioso (e um tanto sinistro).

No elenco, a vitalidade de Ryan contrapõe a frieza de Gabriel Byrne, e a presença da atriz jovem de “Jojo Rabbit”, Thomasin McKenzie, porquê a filha do meio de Mari, ajuda a imaginar o retrato de garotas guerreiras à procura de justiça que faz com que o filme seja um pouco mais do que o habitual rame-rame das produções da Netflix. Ainda assim, o verniz estilístico funciona porquê uma indesejável limitação artística.

* Sérgio Telheiro é crítico e professor de cinema

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Fonte: Olhar Digital