27/01/2020 ~ 06:21

Mudanças no clima podem matar americanos de formas inesperadas

As mudanças no clima afetam todo o mundo, e não é preciso se esforçar muito para perceber que as temperaturas estão subindo. Diversas pesquisas se preocupam em prever o que acontecerá com o planeta se seguirmos nesse ritmo, mas um estudo noticiado pelo Gizmodo mostrou que essa mudança no clima pode gerar mortes um tanto inesperadas nos Estados Unidos.

Segundo as diretrizes do Acordo de Paris, as nações devem se esforçar para manter o aquecimento global abaixo dos 2 °C, que seria um limite seguro. Apesar disso, o estudo descobriu que, se o planeta se mantiver a 1,5 °C, cerca 1,6 mil norte-americanos morreriam anualmente.

Os pesquisadores responsáveis buscaram entender como dias mais quentes elevariam as taxas de mortalidade; para tanto, utilizaram os EUA como modelo. Excluindo o Alasca e o Havaí, analisaram dados de mais de 38 anos sobre mortalidade e clima em todos os estados norte-americanos.


(Fonte: Pexels)

Sabe-se que, dependendo da estação do ano, a mortalidade tem diferentes motivos predominantes. No verão, por exemplo, as pessoas tendem a consumir mais bebidas alcoólicas, aumentando o número de acidentes no trânsito. O estudo demonstrou que, em um cenário de 1,5 °C, mais norte-americanos morreriam em acidentes envolvendo carros, aviões, barcos e trens. A segunda causa de morte mais frequente é o suicídio, que afeta mais homens do que mulheres. Além disso, de acordo com os dados, o número de afogamentos também deve aumentar.

Essas informações, segundo os pesquisadores, podem ajudar governantes a pensarem em políticas públicas mais assertivas no futuro. “Por exemplo, investir em melhores transportes públicos pode facilitar conexões entre cidades, diminuir a poluição do ar causada pelo uso de carros, além de reduzir o número de acidentes de trânsito”, explicou a coautora do estudo, Robbie Parks, pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística do Imperial College London.

Fonte: Tec Mundo

Chega ao Brasil projeto global de educação ambiental do WWF que disponibiliza material gratuito

14 Janeiro 2020    

Nosso Planeta Educação

© WWF

Materiais gratuitos na Internet, palestras virtuais e ações presenciais visam tornar acessíveis conceitos de biodiversidade e trazem a necessidade de combater a crise climática

Por WWF-Brasil

A série “Nosso Planeta” (“Our Planet”), lançada em abril de 2019, foi o documentário mais assistido pela Netflix em 2019. A rede WWF –apoiadora do projeto– aproveitou o extenso levantamento de dados e de imagens que embasou a produção e desenvolveu o projeto educacional Nosso Planeta Educação.
 
Lançado inicialmente na Inglaterra, Escócia, Irlanda e no País de Gales, o Nosso Planeta Educação chega ao Brasil com conteúdos gratuitos e que não exigem que professores ou alunos assistam à série. A iniciativa, que torna acessível o conceito de biodiversidade e destaca a necessidade de combater a crise climática, oferece sugestões e inspiração para que a defesa da natureza possa ser tratada de maneira adequada em qualquer etapa do ensino básico.
 
“Entendemos que é preciso informar e formar a sociedade para um novo modo de ser e estar no mundo, dada a escala do impacto humano sobre o planeta.  Isso passa pelo entendimento do conceito de biodiversidade, pelo engajamento em torno de grandes questões do nosso tempo, como a crise climática, e também por atitudes cotidianas: o consumo responsável e a redução do desperdício de alimentos, por exemplo”, explica Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil. 
 
O material foi adaptado para atender o currículo escolar oficial por meio do portal queronaescola.com.br, que desenvolveu atividades presenciais adaptadas ao contexto de cada instituição.
 
O projeto abrange escolas municipais, estaduais e técnicas, incluindo faixa etária, envolvimento com o tema e acesso a biomas. Nas diferentes oficinas, os estudantes podem participar de jogos; fazer um simulado de convenção da ONU sobre o clima ou debater desastres ambientais recentes no Brasil e tentar chegar a propostas. No caso das atividades virtuais, o projeto conta com o apoio da tecnologia de comunicação à distância “Skype Classroom”.
 
Os materiais de apoio para professores e estudantes já estão disponíveis gratuitamente no site wwf.org.br/nossoplanetaeducacao. As ações presenciais em cinco escolas da Grande São Paulo tiveram início em 24 de outubro. Já as palestras virtuais, para todo o país, aconteceram entre 30 de outubro e 28 de novembro. Veja quais foram os temas:
 
#ConectadoNoPlaneta
Por Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil
Biodiversidade, Super Ano 2020 e o que nós temos a ver com isso? Por que estar #ConectadoNoPlaneta e como #JuntosÉPossível?

Amazônia
Por Ricardo Mello, gerente do Programa Amazônia do WWF-Brasil
Floresta, queimadas e desmatamento. Explica a importância da floresta, por que não podemos desmatar e o que tem acontecido nos últimos anos (foco no desmatamento e queimadas de 2019). Por fim, o que tudo isso tem a ver com quem mora nas cidades?
 
Plásticos
Por Anna Carolina Lobo, gerente dos programas Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil
Já estamos comendo plástico e a poluição plástica será um dos maiores desafios nos nossos oceanos. Até 2050, estima-se que haverá mais plástico que peixes em nossos mares. Por quê? Como podemos resolver isso?
 
Crise climática
Alessandra Mathyas, analista de Energia e Mudanças Climáticas do WWF-Brasil
O que é (causas e consequências) e como combatê-la.
 
Sobrecarga da Terra e Consumo Consciente
Ricardo Fujii, analista de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil
Consumimos em um ritmo mais veloz que a capacidade da terra de se regenerar. O que é o dia da Sobrecarga da Terra e por que precisamos rever nosso consumo?

Sobre o WWF-Brasil e WWF
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira e sem fins lucrativos que trabalha para mudar a atual trajetória de degradação ambiental e promover um futuro onde sociedade e natureza vivam em harmonia. Criada em 1996, atua em todo Brasil e integra a Rede WWF. Apoie nosso trabalho: wwf.org.br/doe
 
O WWF (Fundo Mundial para a Natureza) é uma das maiores e mais respeitadas organizações independentes de conservação do mundo, com mais de 5 milhões de apoiadores e uma rede global ativa em mais de 100 países. Saiba mais: panda.org/news
 

Sobre o Quero na Escola
Quero na Escola é um projeto que leva para as escolas públicas mais participação da sociedade a partir de demandas dos estudantes por conhecimento além do currículo obrigatório. Criado em 2015, o projeto já beneficiou mais de 25 mil estudantes em 160 escolas com atividades sobre temas solicitados pelos jovens. Conheça melhor o projeto: http://queronaescola/
 

Fonte: WWF Brasil

Incêndios na Austrália: o meio ambiente não tem fronteiras

08 Janeiro 2020    

Austrália está sofrendo desde setembro com incêndios florestais, que se intensificaram na semana passada

© Adam Dederer/WWF-Austrália

Na Amazônia, queimadas são provocadas pelo desmatamento. Na Austrália, os mega incêndios são consequência das mudanças climáticas

Por WWF-Brasil*

Todos dependemos do mesmo planeta. O meio ambiente não tem fronteiras, o mundo é uma coisa só. A natureza é patrimônio de toda humanidade e todas os impactos humanos que ela sofre, afeta cada um de nós.

Há poucos meses o Brasil sofreu com as queimadas na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Outros países e continentes do mundo também foram afetados com grandes desastres ambientais em 2019. Agora, a Austrália está sendo impactada desde setembro por incêndios florestais, que se intensificaram na semana passada.

Assim como tivemos o apoio e a solidariedade do WWF-Austrália -e de toda rede WWF-, enquanto a Amazônia queimava, estamos totalmente solidários à todo povo australiano.

O incêndio em números
Segundo o WWF-Austrália, especialistas e o Governo australiano, estes são algumas resultantes desse desastre, em todo país, até 7/1/2020:
 

  • 8,4 milhões de hectares de matas nativas, florestas e parques queimados;
  • até 1.25 bilhão de animais nativos (incluindo espécies icônicas como os coalas e cangurus) mortos ou feridos pelo fogo;
  • 1/3 da população de coalas foi dizimada pelos incêndios apenas em Nova Gales do Sul;
  • mais de 2 mil casas perdidas;
  • pelo menos 25 pessoas, incluindo bombeiros voluntários, morreram;
  • milhares de pessoas e animais feridos e desabrigados.

Amazônia x Austrália
Diferente da Amazônia -onde as queimadas são provocadas pelo homem para limpar áreas desmatadas-, os incêndios na Austrália são um processo natural, já que a vegetação nativa necessita de fogo para se reproduzir.

No entanto, os mega incêndios sem precedentes desta temporada não são normais e são resultado das altas temperaturas, estiagens e ventos acima da média, consequência direta das mudanças climáticas, que não causam o fogo, mas o torna muito pior.

Muitas florestas levarão décadas para se recuperar e algumas espécies podem estar à beira da extinção. Mas, até os incêndios cessarem, a extensão total dos danos permanecerá desconhecida.

Atuação na Austrália
Além de fornecer resposta imediata aos incêndios, o WWF-Austrália:
 

  • tem planos de restauração de longo prazo do que foi perdido; 
  • está realizando parcerias com organizações de resgate e assistência à vida selvagem;
  • tem produzido avaliações científicas sobre os impactos na fauna e flora silvestres;
  • está solicitando atuações emergenciais ao Governo da Austrália.

Para ajudar o WWF-Austrália a obter fundos de emergência para cuidar da vida selvagem local; acesse: https://wwfau.org/2CMYcEh

* com informações do WWF-Austrália.

Fonte: WWF Brasil

Desmatamentos na Amazônia e Cerrado atingem área equivalente a 11 cidades de São Paulo de agosto de 2018 a julho de 2019

Flagrante de desmatamento em Mato Grosso — Foto: TCE-MT/ Divulgação
Flagrante de desmatamento em Mato Grosso — Foto: TCE-MT/ Divulgação

Dois dos maiores biomas do país, a Amazônia e o Cerrado perderam juntos 16,1 mil km² de floresta entre agosto de 2018 e julho de 2019. A área desmatada equivale a 11 cidades de São Paulo, que tem 1,5 mil km² de extensão, segundo o IBGE.

Na Amazônia, foram derrubados 9,7 mil km² de floresta – aumento de 29,5% em relação ao período anterior. No Cerrado, foram devastados 6,4 mil km² de vegetação – queda de 2,26%.

O período de referência é usado pelo governo para medir as taxas oficiais de desmatamento e leva em conta a sazonalidade das regiões, com períodos de chuvas e secas. Os dados são do Sistema Prodes, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência.

Enquanto na Amazônia o desmatamento ocorre sobre terras públicas “sem dono”, que são alvos de grilagem; no Cerrado, a devastação se dá em terras legalizadas, impulsionada pelo agronegócio, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

Infográfico mostra a localização dos biomas Amazônia e Cerrado — Foto: Rodrigo Cunha/G1
Infográfico mostra a localização dos biomas Amazônia e Cerrado — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Cerrado: a expansão agrícola

  • 2.03.448 km² de área total
  • Abrange 23,9% do país
  • 6.484 km² desmatados de Ago/2018 a Jul/2019
  • Presente no: AP, MA, PI, RO, DF, GO, MT, MS, MG, SP, TO e BA

O Cerrado perdeu 6.484 km² de vegetação entre agosto de 2018 e julho de 2019. O número representa queda de 2,26% em relação ao período anterior, mas especialistas alertam: o bioma ainda está em risco, já que resta pouca mata original preservada. Nesta região, o desmate ocorre em propriedades particulares que estão expandindo a produção agrícola, afirmam.

De acordo com a ONG WWF, mais da metade da área original do bioma já se converteu em área de pastagem ou cidades – 10% da população do país vive no Cerrado.

Infográfico mostra a evolução das taxas de desmatamento do Cerrado, de 2001 a 2019 — Foto: Elida Oliveira/G1
Infográfico mostra a evolução das taxas de desmatamento do Cerrado, de 2001 a 2019 — Foto: Elida Oliveira/G1

“O Cerrado vive uma tragédia silenciosa, pois continua a ser destruído por falta de políticas responsáveis”, afirma Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Para ele, não seria necessário desmatar para expandir a agricultura, pois já há área suficiente para as plantações.

“Temos hoje 23 milhões de hectares de áreas já abertas com alta aptidão agrícola para soja (cultura que representa 80% do que é produzido no Cerrado) e outros 15 milhões de hectares abertos e com potencial para cultivar outras culturas, somando 38 milhões de área aberta”, declara Voivodic.

“Enquanto na Amazônia você tem cerca de 40% de terras privadas, no Cerrado este percentual é de 80 a 85%”, afirma Mario Barroso, coordenador de monitoramento na The Nature Conservancy (TNC) Brasil. “É muito claro que este desmatamento tem a ver com expansão de área agrícola”, declara.

Além de ser pouco o que ainda resta preservado, as áreas estão fragmentadas, afirma Gustavo Malacco, da Rede Cerrado e diretor da ONG Angá. “Talvez estejamos chegando em um nível em que não seja possível recuperar as funções ecossistêmicas deste bioma”, alerta.

Seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras estão no Cerrado e 90% das águas do Rio São Francisco vêm desta região, segundo a ONG WWF.

“É muita mata derrubada, ainda mais porque o Cerrado tem pouca vegetação nativa de pé [em comparação à Amazônia], e levando em consideração a importância que o bioma tem na recarga das principais bacias hidrográficas do país”, diz Malacco.

Os estados do Cerrado que lideram o desmatamento no período são Tocantins (1,4 mil km²) e Maranhão (1,3 mil km²), que fazem parte da expansão da nova fronteira agrícola conhecida como “Matopiba” – que une as siglas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os dois últimos estados estão na 4ª e na 7ª colocação entre os mais desmatadores do bioma.

“São estados onde há intensa mudança de uso de solo. Há o desmatamento para a entrada do gado, o que exige pouco investimento e tecnologia, e para a soja, com perfil de investimento que exige mais recursos para os maquinários”, analisa Barroso.

Verde da árvore contrasta com o cinza da paisagem do cerrado após área ter sido atingida por incêndio florestal em setembro — Foto: Luiz Felipe Mendes/Arquivo PessoalVerde da árvore contrasta com o cinza da paisagem do cerrado após área ter sido atingida por incêndio florestal em setembro — Foto: Luiz Felipe Mendes/Arquivo Pessoal

Amazônia: grilagem e a ocupação de terras públicas

  • 4.196.943 km² de área total
  • Abrange 49,29% do país
  • 9.762 km² desmatados de Ago/2018 a Jul/2019
  • Presente no: AC, AP, AM, MT, PA, RO, RR, TO e MA

A devastação do maior bioma do país ocorre principalmente sobre terras “sem dono”, ou seja, áreas públicas que que não são nem unidades de conservação, nem terra indígena, nem destinadas à venda. Com isso, se tornam alvo de grilagem – quando a terra é invadida por criminosos que desmatam, queimam, e colocam gados sobre o pasto que sobra, para depois revender com documentos falsos, “legalizando” a área invadida.

Desmatamento na Amazônia - dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1Desmatamento na Amazônia - dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), e divulgada pelo G1 em novembro, aponta que 41% dos 9.762 km² desmatados no bioma entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi em terras públicas e áreas protegidas.

As terras da União e dos estados somam 27% da devastDesmatamento na Amazônia – dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1ação no período. Já as áreas protegidas, que deveriam ter desmatamento zero, correspondem a 14% da área degradada: 5% em unidades de conservação; 4% em terras indígenas e 5% em áreas de proteção ambiental.

A devastação ocorre em grandes escalas. Um relatório da organização Human Rights Watch, divulgado em setembro, aponta que o desmatamento na Amazônia está ligado a uma rede de criminosos que paga por mão de obra, por grandes maquinários (motosserras, tratores, correntes, caminhões), e até por proteção de milicianos armados que ameaçam quem tenta denunciar os crimes.

A HRW aponta a falta de fiscalização como um dos problemas. Segundo o relatório, em 2009, havia 1600 inspetores do Ibama no Brasil. Em 2019, são 780 — e apenas uma fração deles está na Amazônia, segundo o relatório. No Pará, são 8 inspetores para cuidar de uma área do tamanho da França. Na Funai, de 3.111 funcionários em 2012, restaram apenas 2.224 em 2019.

27 de agosto - Estrada separa área de floresta de árvores chamuscadas por queimada em Vila Nova Samuel (RO). A alta no número de queimadas na Amazônia este ano foi tema recorrente e chamou atenção internacional — Foto: Victor R. Caivano/AP27 de agosto - Estrada separa área de floresta de árvores chamuscadas por queimada em Vila Nova Samuel (RO). A alta no número de queimadas na Amazônia este ano foi tema recorrente e chamou atenção internacional — Foto: Victor R. Caivano/AP

VÍDEOS SOBRE DESMATAMENTO

globoplay.globo.com/v/8098361/
Desmatamento na Amazônia é o maior em uma década, revela pesquisa do Inpe

globoplay.globo.com/v/8170413
Desmatamento no cerrado diminui, diz Inpe

 

Mais de 8 mil escoteiros chegam em Foz do Iguaçu para o JamCam 2020

06 Janeiro 2020    

Oficina sobre Microplásticos, por WWF-Brasil com apoio dos Escoteiros do Brasil, no JamCam 2020

© Douglas Santos/WWF-Brasil

WWF-Brasil participa com quatro oficinas desenvolvidas especialmente para o evento

Por Douglas Santos

Entre os dias 6 e 10 de janeiro, a cidade de Foz do Iguaçu (PR) vai receber mais de 8 mil escoteiros, de 21 países, no JamCam, evento que engloba o 16º Jamboree Scout Interamericano e o 3º Camporee Scout Interamericano. Em 2020, o Centro de Convenções paranaense é o ponto de encontro dos escoteiros que se reúnem a cada quatro anos, sempre em um país diferente.

Neste ano o WWF-Brasil participa do evento com quatro oficinas desenvolvidas especialmente para o acampamento interamericano: #SemDesperdício, Patrulheiros da Vida Silvestre, Microplásticos e Ser Humano e Onça-pintada.

Ser Humano e Onça-pintada, por Onças do Iguaçu com apoio do WWF-Brasil
Além de aprender curiosidades e ter mais informações sobre o comportamento desse felino que é símbolo das matas brasileiras, a oficina ensina técnicas básicas em caso de encontro com uma onça-pintada na natureza, por exemplo, como evitar o confronto com o animal. Depois os participantes são convidados para conhecer os equipamentos de monitoramento (antenas e colares) e, ao final, aprendem como identificar rastros de animais que vivem na região de Iguaçu e fazem um molde em gesso de pegadas de onça-pintada.

Microplásticos, por WWF-Brasil com apoio dos Escoteiros do Brasil
São quatro estações de trabalho: na primeira, os jovens têm uma visão geral do problema dos plásticos e o impacto em nossas vidas, além de conhecer quais os principais grupos de plástico existentes. Na segunda, experimentam retirar pedaços pequenos de plástico de uma caixa de areia, que simulam a dificuldade de retirar o material da natureza. Depois são desafiados a se desvencilhar de um laço de plástico de suas mãos sem a ajuda de elementos externos. Por fim, os escoteiros são convidados a relatar cenas do cotidiano que não contenham plástico envolvido na atividade.

Patrulheiros da Vida Silvestre, por Projeto Pró-Espécies e WWF-Brasil
Uma fala de abertura introduz o tema aos escoteiros que depois são chamados para uma atividade de Perguntas e Respostas sobre as demandas e os principais problemas enfrentados por quem combate o tráfico internacional de animais.

#SemDesperdício, por WWF-Brasil e Escoteiros do Brasil com patrocínio Carrefour
A dinâmica, dividida em duas etapas, oferece informações e dicas para que os jovens evitem o desperdício de alimentos dentro de suas casas. Na primeira parte, vence o jogo quem encontra as melhores soluções para evitar o desperdício de alimentos. Na segunda etapa há uma demonstração prática de como utilizar melhor os alimentos e evitar o desperdício.

Visite o site do projeto Sem Desperdício e veja dicas para um consumo de alimentos mais sustentável.

Fonte: WWF Brasil

Amazon ameaça demitir funcionários ativistas climáticos

No dia 19 de setembro de 2019, Jeff Bezos anunciou seu Climate Pledge (ou Compromisso Climático) pelo meio ambiente, mas desde dezembro de 2018, funcionários reunidos na Amazon Employees for Climate Justice (Empregados da Amazon por Justiça Climática) já faziam sua parte. Agora, a Amazon é acusada de ameaçar demitir quatro funcionários por falarem sobre mudança climática publicamente, incluindo ao jornal The Washington Post (cujo dono é Bezos).

Os empregados receberam emails sobre o perigo de continuarem a dar declarações públicas – um regulamento interno exige permissão da empresa antes. A nova política foi implantada em setembro, um dia depois que o grupo anunciou a paralisação que reuniu centenas de funcionários na sede da Amazon em Seattle, dentro da Greve Global pelo Clima.

Os ativistas não estão sozinhos: empregados da Microsoft, Google (acusada também de demitir empregados engajados), do Facebook e Twitter cerraram fileiras contra o discurso engajado e vazio dos CEOs.

Funcionários da Amazon lideram a marcha na Greve pelo Clima, em setembro de 2019. (Fonte: Associated Press/Reprodução)

Promessas esquecidas

Em meados de 2018, um grupo de funcionários se uniu para elaborar um documento, a ser apresentado aos acionistas da Amazon, em que a empresa se comprometia a reduzir suas emissões de carbono. A iniciativa, inédita no setor, reuniu as assinaturas de 8.300 empregados e deu origem à coalizição ativista, depois que o documento foi rejeitado e Bezos se recusou a falar sobre ele.

Desde então, o grupo pressiona a empresa em várias frentes, incluindo não financiar quem nega a crise do clima (em 2018, a empresa doou fundos para a campanha de 68 políticos que votaram contra leis ambientais) e cumprir os compromissos que, parece, Bezos acredita que ninguém vai lembrar que ele assumiu.

Em 2014, a Amazon prometeu, em cinco anos, trocar a energia de seus data centers por fontes 100% renováveis; em fevereiro de 2019, o Greenpeace descobriu que a meta atingida não chegava a 12% e a empresa, desde 2016, não tinha acordos com fornecedores de energia limpa.

Cupons de desconto TecMundo:

Fonte: Tec Mundo

Trabalho em rede beneficia 2,5 milhões de pessoas e mostra possibilidades reais para o desenvolvimento sustentável

26 Dezembro 2019    

Agrofloresta: técnica é mais respeitosa com meio ambiente e, ao mesmo tempo, muito produtiva, trazendo maiores expectativas de futuro para os agricultores

© WWF-Brasil

Programa Água Brasil encerra Fase 2 comemorando grandes resultados
 
Por Taís Meireles

 

Em 2010, Banco do Brasil, WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas e Fundação Banco do Brasil uniram-se pelo desenvolvimento sustentável no país, por meio da criação do Programa Água Brasil.

Visão do Programa

Paisagens produtivas sustentáveis mantidas e fomentadas por uma economia verde, garantindo o equilíbrio entre oferta e demanda de água e de seus recursos naturais para uma sociedade responsável.
 

Após colher uma série de resultados durante sua primeira fase (2010-2015), em sua segunda fase (2016-2019), a parceira dedicou-se à restauração florestal próximo a bacias hidrográficas, apoio a produtores rurais, novos modelos de negócios sustentáveis, gerenciamento de risco socioambiental e mobilização de pessoas para a causa socioambiental.
 

Ao todo, entre 2016 e 2019, foram investidos R$ 33 milhões no desenvolvimento sustentável do país, sendo R$ 13 milhões aportados pelo Programa Água Brasil e R$ 20 milhões designados por parceiros locais. Conheça abaixo os resultados desse trabalho, dividido em três grandes áreas:
 

1) Impactos socioambientais

Em campo, o Água Brasil atuou junto com 88 parceiros locais na melhoria da qualidade e no aumento da quantidade de água e de vegetação natural nas bacias hidrográficas do Descoberto (DF), Guariroba (MS), Peruaçu (MG) e Pipiripau (DF). Dentre os principais resultados desse eixo, destacam-se:
 

194,75 hectares de florestas recuperadas;

15% a mais de produção de água nas quatro bacias;

2 mil agricultores beneficiados, sendo 45% mulheres e 30% jovens (14-29 anos);

2,4 milhões de pessoas beneficiadas nas cidades pelo aumento da quantidade e melhoria na qualidade da água;

207 contratos de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que incentiva a conservação do meio ambiente;

230 cisternas de uso doméstico para armazenamento da água da chuva;

4 cooperativas criadas nas bacias;

Esses e outros resultados nas bacias estão disponíveis nos relatórios e infográficos ao lado e nos vídeos abaixo.
 

2) Ecoeficiência

Com mais de 4 mil dependências pelo país, o BB possui 67,9 milhões de clientes, além de fornecedores, parceiros, credores, acionistas e concorrentes, de acordo com o relatório de atividades 2018 do Banco. Com tantas partes interessadas, os 96.889 funcionários BB são disseminadores de informação chave. 
 

Por isso, o Programa Água Brasil se preocupou em disseminar conteúdos para público interno do BB sobre ecoeficiência, como reciclagem, redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), consumo de papel, eficiência hídrica e energética. 
 

Além disso, o Sistema de Gestão Ambiental BB foi aprimorado e desenvolveu estudos como o relatório “Modelos de compensação de emissão GEE”, com análise do que é realizado no mercado e proposta de estratégia para o BB mitigar suas emissões.
 

3) Negócios sustentáveis

Outro eixo do trabalho foi o gerenciamento de riscos socioambientais. Por meio do Programa Água Brasil, o BB realizou conjuntamente com o WWF-Brasil uma avaliação socioambiental de seus fornecedores e desenvolveu mecanismos de mitigação de riscos socioambientais para 10 setores da economia e 10 commodities.

  

 

Também foi desenvolvida uma calculadora hídrica e outra fotovoltaica, ferramentas de fomento à economia de água e ao uso de energia fotovoltaica. As duas são abertas ao público e gratuitas. 
 

Parcerias com as Secretarias de Meio Ambiente dos estados de São Paulo e Mato Grosso, também estão viabilizando um projeto de recuperação florestal de Reserva Legal em larga escala. Uma parceria entre BB, Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado do Mato Grosso (Cipem) e WWF-Brasil irá incentivar a conservação da floresta amazônica, por meio do financiamento da cadeia produtiva do manejo florestal madeireiro sustentável.
 

Fonte: WWF Brasil

Ciência: confira os estudos e pesquisas publicados pelo WWF-Brasil em 2019

23 Dezembro 2019    

A situação das áreas protegidas costeiras do Brasil foi tema de um amplo e abrangente estudo

© WWF-Brasil

A geração de conhecimento e a produção científica são instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável e conservação ambiental

Por Jorge Eduardo Dantas

O WWF-Brasil acredita na geração de conhecimento e na produção científica como instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável e da conservação ambiental. 

Por isso, trabalhamos juntos a alguns dos maiores pesquisadores do mundo para compreender melhor e identificar soluções para algumas das questões ambientais brasileiras. 2019 não foi diferente. Que tal dar uma olhada no que produzimos nos últimos meses?

Em março, publicamos na revista científica Water/PDMI uma pesquisa mostrando que, desde 1980, a Amazônia perdeu cerca de 350 quilômetros quadrados por ano de superfície aquática  –causando prejuízos incalculáveis para (mas não só) várzeas, mangues e demais área alagáveis. Desmatamento, obras de infraestrutura e mudanças climáticas são alguns dos causadores desta grande perda

Benefícios climáticos
Em abril, o artigo Securing the Climate Benefits of Stable Forests, que contou com cientistas da Rede WWF entre seus autores, trouxe um alerta importante: enquanto todos os olhos estão voltados para áreas degradadas e ameaçadas pelo desmatamento, pouco se fala e se conhece sobre as “florestas estáveis”  –aquela florestas íntegras e saudáveis que, ainda hoje, são alvo de poucos estudos, mas representam importantes estoques de carbono e biodiversidade.   

No artigo, os cientistas argumentam que elas oferecem vários benefícios climáticos para o planeta: mas eles são pouco conhecidos e pesquisados. É preciso planejamento e financiamento para mudar isso e termos dados mais completos sobre as florestas do mundo.

Rios íntegros
Em maio, o WWF-Brasil integrou um grupo de ambientalistas e pesquisadores que publicou na prestigiada revista Nature um mapa global dos grandes trechos de rios que ainda permanecem livres de interferências, como rios íntegros e saudáveis –e que proporcionam os maiores serviços e benefícios socioambientais ao planeta.  

O estudo mostrou que apenas 35% dos rios do mundo ainda podem ser considerados “rios livres”. Além da Amazônia, apenas regiões isoladas do Ártico e do Congo ainda possuem rios que podem ser enquadrados nesta categoria.

A revista Marine Ecology publicou, também em maio, outro produto do trabalho do WWF-Brasil e parceiros. Num completo e abrangente artigo, diversos pesquisadores fizeram análises sobre a situação das áreas protegidas costeiras e marinhas do Brasil. Gestão, desafios, financiamento e participação social foram alguns dos assuntos analisados. Além disso, os cientistas propuseram um plano de ações, para os próximos 15 anos, para aumentar a proteção dessas áreas.

Drones
Em outubro, um estudo publicado na revista Oryx – The International Journal of Conservation, da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, confirmou e reforçou as vantagens de monitorar populações de botos com drones em rios estreitos da Amazônia trabalho que o WWF-Brasil vem fazendo desde 2016.  

E finalmente, em dezembro, um estudo  sobre a concentração de mercúrio em duas espécies de botos nas bacias do rio Amazonas e Orinoco foi publicado na revista EcoHealth. Ele mostrou que esses animais são importantes bioindicadores para monitorar a contaminação dos rios amazônicos, especialmente pela mineração artesanal e industrial de ouro.

Importãncia das ONGs
A Gerente de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano, reforçou a importância da relação entre a sociedade civil, pesquisadores e tomadores de decisão para que o país siga num rumo de crescimento ambientalmente sustentável e socialmente justo. 

“A atuação do WWF-Brasil está fortemente baseada em ciência e informações técnicas, além dos conhecimentos das populações e comunidades locais. A sociedade civil tem um papel importante no planejamento de paisagens, como articulador, fonte e gerador de conhecimento. Por meio de estudos, planos e documentos técnicos, fomentamos o uso sustentável do ambiente e a otimização de investimentos em conservação ambiental”, afirmou Mariana.

Além dos artigos científicos, o WWF-Brasil e seus parceiros produziram uma gama enorme de publicações e materiais técnicos, que estão disponíveis para acesso público e gratuito em nossa biblioteca virtual.

Fonte: WWF Brasil

Nas águas barrentas do Purus: no interior do Amazonas, as políticas públicas chegam de barco

23 Dezembro 2019    

O mutirão realizou 284 atendimentos em comunidades isoladas do rio Purus

O mutirão realizou 284 atendimentos em comunidades isoladas do rio Purus

© Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Boca do Acre

Por Jorge Eduardo Dantas 

Boca do Acre (AM) – Levar políticas públicas ao interior do Amazonas é sempre um grande desafio. Aqui e ali, surgem alternativas que buscam levar aos habitantes programas, projetos e iniciativas que promovem a garantia de direitos – sempre com muita dificuldade, por conta das distâncias amazônicas e precária infraestrutura da região. 

Recentemente, uma dessas iniciativas aconteceu na calha do rio Purus, no sudoeste do estado do Amazonas. Ali, a prefeitura de Boca do Acre – um pequeno município, de 34 mil habitantes, a 1.561 quilômetros de Manaus – promoveu a quarta edição de uma ação chamada Mutirão Integrado de Políticas Públicas Socioambientais.  

Neste evento, um barco saiu pelo rio oferecendo serviços públicos para populações tradicionais e comunidades isoladas – cidadãos que, de outra maneira, não teriam como ter acesso a esses serviços. Oito pontos serviram como base e mais de 30 comunidades foram atendidas. 

Foram utilizados ainda uma voadeira e um barco, que fizeram as vezes de sala de reuniões, escritório, dormitório e refeitório para uma equipe de dez pessoas – a maior parte deles, servidores da prefeitura de Boca do Acre, das secretarias de Meio Ambiente e Assistência Social. Técnicos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boca do Acre também estavam envolvidos.

Serviços

Entre as instituições apoiadoras da iniciativa, estavam a Cooperação Alemã/GIZ, o Instituto de Educação do Brasil (IEB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O WWF-Brasil também deu suporte, prestando apoio técnico e financeiro para esta ação. 

Neste mutirão, foram oferecidos 12 serviços, como emissão e retificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR); declaração de residência – em comunidades isoladas, a falta deste documento é um problema crônico; requerimento da carteira de produtor rural; declaração do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); e declaração de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP-Pronaf).

Esta empreitada possibilitou a realização de 284 atendimentos, que beneficiaram diretamente mais de 300 pessoas. A maior parte dos serviços consistiu em resolução de pendências para obtenção do Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS (106), documento que regulariza a situação fundiária dos moradores de várzea; registro no Cadastro Ambiental Rural (77) e requisição de documentos a Secretaria de Patrimônio da União – SPU (47).

Agricultura familiar
 

O secretário de Meio Ambiente de Boca do Acre, Josimar Fidelquino, contou que o grande benefício do mutirão é de fato levar políticas públicas para comunidades mais distantes e isoladas da Amazônia.

“O que mais eu ouço nessas viagens é que este é um tipo de trabalho que nunca foi feito na região, que servidores públicos nunca passaram por aqui. E o que fazemos é muito importante, já que estamos tentando contribuir e colaborar com o cumprimento de diversas políticas públicas, inclusive as socioambientais”, afirmou. 

Fidelquino é um dos responsáveis pelo mutirão – projeto que teve início em 2017 – e disse ainda que a principal dificuldade para a realização deste projeto é recurso: “A secretaria de Meio Ambiente, que eu coordeno, não tem dinheiro. Nós entramos com o pessoal, organizando a logística e a viagem. Mas precisamos de ajuda para combustível e alimentação”.

Para o presidente da Associação Santana, Europa e Cametá, Jaime de Farias Ribeiro, a grande importância do mutirão é de que ele prestigia a agricultura familiar, resolvendo vários problemas de pequenos produtores.

“Esse atendimento é importante porque traz o estado para perto do agricultor e chama os órgãos governamentais à sua responsabilidade. Hoje sabemos um pouco mais o que precisamos fazer para obter nossos direitos e podemos cobrar de outros órgãos que não estiveram aqui conosco”, disse. Santana, Europa e Cametá são três das comunidades visitadas durante o mutirão.

Conversa e pactuação

Analista de conservação do WWF-Brasil, o biólogo Henrique Santiago contou que este tipo de mobilização leva informação e esclarecimento aos ribeirinhos, assim como possibilita a solução de conflitos dentro das comunidades

“Eventualmente, você tem produtores rurais que têm incertezas com relação aos limites de suas propriedades registradas no Cadastro Ambiental Rural. Este tipo de iniciativa, que ocorre no próprio território das comunidades, possibilita uma conversa entre vizinhos e uma pactuação que seria difícil de resolver com atendimentos individuais”, afirmou Santiago.  

Já existe uma previsão de que o próximo mutirão ocorrerá em janeiro de 2020, numa outra área do rio Purus – desta vez, mas próxima do município de Pauiní, um dos mais longínquos e isolados do Amazonas.

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Fonte: WWF Brasil

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