21 Março 2020    

Vista espaço da floresta Amazônica

© Adriano Gambarini / WWF-{Brasil}

​Florestas são áreas com subida densidade de árvores e essenciais para a vida na Terreno 

Por Douglas Santos e Jorge de Oliveira


 
Sem florestas não há vida. Florestas são áreas com subida densidade de árvores e responsáveis pelo fornecimento da maior secção da chuva gula que consumimos, do ar limpo que respiramos e também por gerar as condições necessárias para produzirmos nossos víveres. Elas mantêm os rios saudáveis e asseguram a qualidade de vida em vários aspectos, mas para continuarem a prometer todos esses benefícios elas precisam estar saudáveis com sua fauna e flora preservadas.

​Mas tudo isso está em risco! A Medida Provisória 910 favorece o violação de invasão de terras públicas e premia o desmatamento proibido. Acesse o site e #UseSuaVozVontraAMP910

Para homenagear o Dia Internacional das Florestas e da Árvore (21 de março), separamos algumas curiosidades sobre a Amazônia e a Mata Atlântica, as maiores florestas do {Brasil}, que oferecem os maiores índices de biodiversidade do mundo, ou seja, possuem a maior quantidade de espécies de fauna e flora.
 
Perfil da Amazônia
Bioma: Amazônia
Tamanho: 5,5 milhões de quilômetros quadrados (somente no {Brasil})
Totalidade desmatado: 19%
Localização: América do Sul (Bolívia, {Brasil}, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela)
Totalidade de espécies flora: 14 milénio espécies
Totalidade de espécies fauna: ao menos 5.005 espécies diferentes de grandes animais
Principais ameaças: Invasão de terras públicas, desmatamento, queimadas, grilagem, uso predatório dos recursos
 
Árvore típica: Sumaúma (Ceiba pentandra)
A Sumaúma (Ceiba pentandra) é uma das mais famosas árvores da Amazônia. Ela também é das mais altas árvores das florestais tropicais, chegando a 60 metros de profundeza e três metros de diâmetro do talo –e exatamente por isso, tem os apelidos de “mãe da floresta” ou “escada para o firmamento”. Na floresta e sob boas condições, pode viver até 120 anos. A Sumaúma prefere ambientes alagados, por isso ocorre com maior frequência em áreas de várzea e possui muita chuva em sua estrutura interna.
 
Sua raiz é chamada “sapopema” e tem uma vez que principais características serem grandes, achatadas e ligadas ao tronco. Por seu tamanho, elas servem de abrigos para animais e vegetalidade menores. Alguns povos originários batiam nas sapopemas para mandar recados –o golpe emite um enorme rumor que ecoa floresta adentro e servia para dar avisos uma vez que “estou chegando” ou “estou perdido”. A paina, uma espécie de algodão que envolve as sementes da Sumaúma, é usada na indústria para fazer recheio de colchões e travesseiros, assim uma vez que isolamentos térmicos. A Sumaúma é da família malvaceae e é considerada uma “prima próxima” do cupuaçu e do cacau.
 
O que é a Amazônia
Ocupando uma espaço de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados em nove países diferentes, a Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, guardando um grande estoque de recursos naturais. Ela também tem enorme valia na regulação climática da Terreno.
 
Inúmeros recursos são oriundos da Amazônia, uma vez que frutas (açaí, castanha-do-{Brasil}, graviola, tucumã, guaraná, cupuaçu); peixes (tambaqui, pirarucu, matrinxã) e itens uma vez que borracha e madeiras nobres uma vez que ipê, piquiá, itaúba, jatobá e cumaru.
 
Entre os benefícios trazidos por essa floresta, estão a exportação dos “rios voadores” para toda a América do Sul –uma enorme quantidade de vapor d’chuva que viaja pela atmosfera e ajuda na manutenção do regime de chuvas de todo o continente.
 
Esses rios voadores são formados por ar limpo e contribuem com o amortecimento das condições climáticas extremas da região –é por isso que não existem furacões no {Brasil}, por exemplo.
 
O WWF-{Brasil} desenvolve diversos projetos na Amazônia, buscando a conservação dos recursos naturais do bioma, uma vez que plantais e animais; ajudando na construção de paisagens resilientes e sustentáveis; e promovendo uma economia de grave carbono, engajando o setor privado na adoção de critérios socioambientais em seus investimentos.   
 
Perfil da Mata Atlântica
Bioma: Mata Atlântica
Tamanho: 1,3 milhão de quilômetros quadrados (somente no {Brasil})
Totalidade desmatado: 87,6%*
Localização: América do Sul ({Brasil}, Argentina e Paraguai)  
Totalidade de espécies flora: 20 milénio espécies
Totalidade de espécies fauna: ao menos 2.040 espécies diferentes
Principais ameaças: Desmatamento, fragmentação de áreas, expansão urbana desordenada e exploração predatória de recursos naturais. 

Árvore típica: Araucaria (Araucaria angustifolia)
A Araucaria (Araucaria angust) é uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica tanto por desmatamento quanto por mudanças climáticas. A espécie ocupa regiões altas e mais frias e pode ser uma das primeiras extintas do bioma. Por ter uma madeira considera superior, foi explorada intensivamente e estima-se que restam somente 3% da cobertura original de araucárias no {Brasil}.
 
É também conhecida uma vez que pinho {brasileiro}, chega a até 50 metro de profundeza com o tronco medindo 2,5m de diâmetro. Suas sementes são os nutritivos pinhões, são iguaria para diversas aves e têm função importante no meio envolvente. E também são manancial de rendas para pequenos produtores locais.
 
A árvore também deu origem ao nome do bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Hoje, infelizmente, todas as araucárias nativas da cidade foram extintas, as poucas que existem foram plantadas no Horto Florestal de São Paulo, na zona Sul.
 
Assim uma vez que a araucária, a Mata Atlântica possui outras espécies ameaçadas de extinção que contribuem para a estruturae saúde da floresta, uma vez que é o caso da palmeira Palmito-Juçara (Euterpe edulis), altamente explorada pelo palmito de maneira proibido. A espécie é chave na manutenção da floresta saudável por fornecer víveres e proteção para centenas de aves. A árvore é uma parente próxima do açaí e seu fruto também saboroso, estudos recentes descobriram que o fruto da Juçara possuí ainda mais vitaminas que o açaí.
 
O que é a Mata Atlântica
A Mata Atlântica é uma das florestas com maior biodiversidade do mundo. Abrange muro de 15% da espaço totalidade do {Brasil} e está distribuída em 17 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Setentrião, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe). Ela é lar de mais de 72% da população brasileira. É a responsável por fornecer chuva e possibilitar atividades fundamentais para a economia uma vez que a cultura, pesca, vigor e lazer.
 
Apesar da grande valia econômica e ecológica, é o bioma mais degradado do {Brasil}, restam somente 12,4% (Atlas da Mata Atlântica 2019, elaborado pela SOS Mata Atlântica e Inpe)  de cobertura original, sendo que existem somente dois grandes contínuos que estão localizados na Serra do Mar entre o Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e o Supino Paraná, na região de Foz do Iguaçu na fronteira com a Argentina e Paraguai. As demais áreas são extremamente fragmentadas, prejudicando a conectividade ambiental e o fornecimento de serviços ecossistêmicos essenciais para a qualidade da floresta.
 
Essa fragmentação ameaço espécies importantes da biodiversidade brasileira uma vez que a onça-pintada. Estima-se que restam somente 300 em todo o bioma. Caso a degradação prossiga, a mata atlântica pode se tornar o primeiro bioma do mundo a perder seu bicho topo de enxovia, acarretando em severos prejuízos à biodiversidade.
 
A manutenção da Mata Atlântica saudável e em recuperação é fundamental para a qualidade de vida de todos nós seres humanos, pois sem ela a nossa qualidade do ar e da chuva tendem a tombar inviabilizando algumas atividades.
 
Desenvolvemos projetos de restauração e conservação da Mata Atlântica ajudando na conectividade entre os fragmentos, conservação de espécies e na promoção de paisagens mais resilientes para as pessoas, setores produtivos e para a biodiversidade Entre os projetos que desenvolvemos está o Raízes do Mogi Guaçu, que está restaurando as nascentes do rio Mogi Guaçu, fortalecimento de RPPNs (Reservas Privadas do Patrimônio Procedente), conservação de onças-pintadas com parceria com o Projeto Onças do Iguaçu, Instituto Manacá e Instituto Curicaca além de fazer secção do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que tem como objetivo principal restaurar 15 milhões de hectares até 2050.
 
Saiba mais sobre os desafios e resultados da restauração da Mata Atlântica no podcast Tom da Mata, uma realização do WWF-{Brasil} em parceria com o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica.

*Atlas da Mata Atlântica, Instauração SOS Mata Atlântica e Instituto Vernáculo de Pesquisas Espaciais (INPE)

Fonte: WWF Brasil