Cada ano que passa, as especificações de smartphones apresentam números cada vez maiores. Telas gigantes e com taxa de atualização de 120 Hz, câmeras de 108 MP, 12 GB de memória RAM e por aí vai. Os números não param de crescer. Mas, será que o usuário está realmente preocupado com isso? Ou será que é uma maneira de as fabricantes tentarem atrair o consumidor com supostas novidades?

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que não existe um, dois ou três tipos de usuários, unicamente. Quem usa iPhone não pensa igual, assim uma vez que quem usa Android. Existem vários tipos de pessoas usando os dispositivos da Apple, assim uma vez que diferentes pessoas optam pelas diversas marcas com o robozinho do Google. Não é unicamente uma questão de ser leigo, não saber dar valor ao verba nem zero disso. Cada um tem suas prioridades ao buscar um celular.

Mas existem alguns perfis mais comuns. Quem opta pela Maçã geralmente não se importa com especificações, números gigantes de gigabytes, gigahertz, megapixels e afins. E isso foi um trabalho muito muito feito pela Apple ao longo dos anos: a empresa “ensinou” os usuários que números não refletem a experiência real. Eu, que já testei vários dispositivos de todas as marcas imagináveis e configurações possíveis, posso atestar.

Por outro lado, esses números são importantes para entender em que categoria um resultado se encaixa. Smartphones com poucos gigabytes e gigahertz são desenvolvidos para quem não quer ou não pode gastar muito no aparelho. Porém, sim, a Apple tem razão e os números não contam a história completa de um smartphone.

iPhone 11 Pro não impressiona em números, mas é sim uma grande evolução (Foto: Expert Reviews)

O exemplo mais evidente disso é a bateria. Ter mais capacidade não significa ter maior autonomia: existe uma série de outros fatores, uma vez que tamanho da tela, plataforma, aplicativos instalados e até a otimização do sistema.

Ou por outra, existe o noção da “lei dos rendimentos decrescentes”, uma teoria econômica que, aplicada às especificações de smartphones, pode ser explicada da seguinte maneira, segundo o site VentureBeat: imagine uma tela de smartphone que tem mais pixels por polegada do que o olho humano percebe a uma intervalo útil. Qual é o sentido, o favor para o usuário de uma especificação que, na prática, não faz diferença? E que lucro isso traz para o fornecedor?

Em suma, não vale a pena ter números gigantescos se isso não oferece nenhum favor real. E traz a desvantagem do preço mais basta, o que vai distanciar mais consumidores. E esse é só um dos fatores que a equipe que desenvolve um resultado precisa levar em conta ao produzir um novo aparelho.

Mudanças rápidas… no Android

Galaxy S20 tem salto grande em números, e não unicamente no nome (Foto: Adriano Ponte/Canaltech)

Duas empresas já apresentaram os topos de risca do primeiro semestre deste ano: Samsung e Xiaomi. Em geral, câmeras de 108 MP e tela com taxa de atualização maior que os até portanto tradicionais 60 Hz. Além, evidente, do chipset mais potente que existe, o Snapdragon 865 (em alguns mercados unicamente, no caso do Galaxy S20, mas a Samsung garante que o Exynos 990 não fica devendo).

A evolução nas telas é o fator mais evidente de vantagem do Android sobre o iPhone. A Apple demorou a mudar do LCD para o OLED. Verdade seja dita, fez com louvor quando finalmente se rendeu à novidade tecnologia. Não se sabe sobre a taxa de atualização do iPhone 12, mas se mantiver os 60 Hz, é provável que muita gente perceba diferença entre ele o Galaxy S20 e outros topos de risca ainda a serem anunciados com 120 Hz.

Em câmeras, é difícil imaginar que a Apple se renda a sensores de maior solução. A empresa acabou de trazer uma solução que alia software e hardware para melhorar a qualidade das fotos e deve se manter leal a isso, aumentando talvez o número de sensores levante ano. É verdade que solução maior não é necessariamente sinônimo de mais qualidade, mas uma foto de 108 MP pode se evidenciar pela riqueza de detalhes sobre uma de 12 MP. Ok que o Mi Note 10 não tem hardware indicado para mourejar com essa quantidade enorme de informação, mas é roupa que seu conjunto de câmeras não impressiona tanto quanto se prometia.

Por termo, chegamos à questão de processamento e gráficos. O Snapdragon 865 faz frente ao Apple A13 Bionic. O chip da Apple fica em torno de 540.000 pontos no AnTuTu com a família iPhone 11, contra quase 600.000 pontos em alguns flagships Android com o chip da Qualcomm. De novo, número não reflete o mundo real. Agora, há um sinal de que os smartphones Android estão se igualando aos da Apple em potência, tanto de CPU quanto de GPU. E tem um Snapdragon 865+ em desenvolvimento, parece. Mas vamos esperar o A14 para saber uma vez que permanecer essa disputa no porvir próximo.

E ainda tem a questão do 5G, que não é importante para nós, brasileiros, mas já é uma verdade e começa a massificar em países uma vez que Estados Unidos e China, onde inclusive a Samsung só vende os Galaxy S20 com suporte a essa rede. A Apple provavelmente vai decorrer detrás e oferecer o 5G no iPhone deste ano. Senão, fica definitivamente para trás.

Transmigração em volume?

Xiaomi sempre apostou em números parrudos de specs e benchmarks para atrair consumidores (Foto: DxOMark)

No entanto, não acredito que teremos uma transmigração em volume dos fãs de iPhone para o Android. Mas os smartphones com o robozinho estão cada vez mais interessantes, trazendo inovações (e nem falo de telas dobráveis) e oferecendo experiência cada vez mais completa para o usuário. Por ora, a Apple consegue manter boa secção dos seus usuários. Mas até quando?

O VentureBeat fez uma reflexão parecida. E chegou à epílogo que há uma vantagem óbvia dos flagships Android sobre o iPhone atualmente, que pode aumentar nos próximos anos. No momento em que a Apple permanecer para trás por mais de uma geração, em mais de um paisagem, é provável que uma parcela de usuários comece a transmigrar para o Android.

Hoje, podemos expressar que a Maçã está detrás no quesito tela e bateria, apesar de ter se renovado muito nesse segundo paisagem com a risca iPhone 11. Performance e câmera já começam a ser um problema, também.

Bom lembrar que a ainda tem uma vantagem importante da Apple sobre a maioria das fabricantes Android: hardware e software são desenvolvidos juntos, dentro da mesma morada. O iOS é criado para rodar no iPhone e só nele. O Android, por sua vez, é desenvolvido pelo Google e apropriado por cada trabalhador para cada aparelho posteriormente. Essa integração maior garante que as coisas funcionem muito melhor no iPhone, que inclusive exige menos hardware para atingir todo o seu potencial.

A verdade é que a Apple está certa, sim, ao tutorar que números brutos não são tudo. Entretanto, são secção importante, e com o marketing manifesto, pode ser crucial. É evidente que os dispositivos Android começam a mostrar competitividade não unicamente em especificações e experiência, mas também na questão do preço. Pode não ser tão verdade lá fora, onde unicamente o Galaxy S20 mais simples não ultrapassa a barreira dos US$ 1.000 – apesar de serem as versões com 5G.

No mercado de smartphone, estar manifesto é um pormenor. A Apple precisa iniciar a entregar mais, ou corre o risco de virar uma empresa de nicho. O movimento já começou, por ora ainda lento. Muitos usuários ávidos por novidades já começam a trocar seus modelos com a Maçã detrás pelo robozinho no interno.

Se esse movimento vai se intensificar é um pouco que vamos observar nos próximos meses e anos. Ainda está em tempo de a Apple decorrer detrás. Agora, é melhor agir logo, senão corre o risco de ver a fatia de mercado do Android cada vez maior.

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