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Parece déjà vu, mas não é. O mais novo capítulo da novela entre Estados Unidos e Huawei aconteceu ontem, e teve como destaque mais uma extensão na licença da empresa chinesa para fazer negócios com empresas nos EUA.

Diferente do que foi publicado em alguns sites, a licença estendida ontem para a Huawei não diz respeito apenas à compra de tecnologias e componentes norte-americanos pela empresa chinesa, mas também ao uso de tecnologias da Huawei por empresas norte-americanas.

O comunicado cita explicitamente operadoras de telecomunicações nos Estados Unidos, com destaque para provedores locais em áreas rurais, e se aplica não só à Huawei, como também a todas as suas empresas afiliadas.

A proibição original foi sancionada pelo governo do presidente Donald Trump em maio de 2019. Desde então, o governo tem dado licenças temporárias de três meses, a última em novembro do ano passado, que valeria até o próximo domingo (16). Apesar do prazo menor dado nesta última extensão, o comunicado do departamento do comércio norte-americano não descartou uma nova prorrogação.

Guerra de bastidores

O motivo alegado para a extensão é permitir que as operadoras locais tenham (mais) tempo para adotar outros fornecedores de infraestrutura. A Huawei foi adicionada à lista de proibição do governo dos Estados Unidos sob a alegação de que a empresa oferece riscos à segurança nacional do país a partir da prática de espionagem para o governo chinês, entre outras acusações. No entanto, as autoridades norte-americanas nunca apresentaram provas concretas do fato.

A briga respingou em outros países, caso do Canadá, onde a filha de um dos co-fundadores da empresa, Meng Wanzhou, CFO da Huawei, foi presa no final 2018. O departamento de justiça norte-americano protocolou ontem uma ação para acelerar o processo em que acusa Wanzhou de violar sanções dos EUA contra o Irã, tentando forçar a sua extradição.

A Huawei por sua vez nega as acusações feitas pelos Estados Unidos e contra-atacou ontem rebatendo a acusação do país citando as revelações feitas por Edward Snowden.

Fonte: Departamento de comércio dos EUA

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