Na era da supremacia das redes sociais, o fenômeno do “fake” chegou ao jornalismo – com consequências horríveis

O FALSO É MAIS DOCE
Sabe aquela sua tia que enche o grupo de WhatsApp da família com “notícias” pra lá de suspeitas? Ela não está sozinha. O fenômeno das “fake news” (notícias falsas com subida capacidade de viralização) foi tão impactante no ano pretérito que a Universidade de Oxford elegeu “pós-verdade” porquê a vocábulo do ano de 2016. Ela se refere a essas informações tratadas porquê verdade só por seu apelo emocional, independentemente de serem comprovadas com fatos concretos.

INFLUENCIANDO A POLÍTICA
Nos últimos três meses da campanha à presidência dos EUA, as notícias falsas a saudação da eleição geraram 8,7 milhões de reações, compartilhamentos e comentários no Facebook – quase 1,5 milhão a mais do que as verdadeiras. O Buzzfeed News chegou a um resultado semelhante no Brasil: as dez notícias falsas mais populares sobre a Operação Lava Jato têm maior engajamento do que as dez verdadeiras mais populares. Metade das fakes vinham das mesmas páginas: Brasil Verdejante e Amarelo e Click Política.

AS CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS
O impacto não é sentido exclusivamente na esfera política. As fake news também podem provocar verdadeiras tragédias em figuras privadas, de repente envolvidas em informações errôneas que geram comoção pública. Em maio de 2017, sete pessoas foram linchadas numa povoado da Índia em seguida a circulação de uma notícia falsa de que elas raptavam crianças. Em 2014, no Guarujá (SP), nas mesmas circunstâncias, uma mulher também foi linchada até a morte em seguida ser confundida com uma sequestradora de crianças.

FABRICADAS SOB MEDIDA
Em fevereiro de 2017, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem sobre páginas que estão faturando com informações falsas no Face. “O que fazemos são modificações para tornar a notícia mais fácil e interessante”, afirmou Beto Silva, gestor da Pensa Brasil. “Quem tem que saber o que é verdade ou pataratice é quem lê a material”, completou. As manchetes alarmistas rendem cliques, que por sua vez atraem anúncios. Segundo analistas do mercado publicitário, essas propagandas podem gerar até R$ 150 milénio por mês.

O CONTRA-ATAQUE
As grandes empresas de tecnologia já estão desenvolvendo ferramentas para dificultar a vida das fake news. O Google anunciou que irá bloquear um de seus tipos de publicidade automática em sites ou canais do YouTube que fizerem esse tipo de “jornalismo”. E também irá minimizar as chances de esses sites ou canais serem encontrados pela procura. Já o Facebook está oferecendo, em alguns países, uma utensílio que avisa ao usuário que ele está lendo uma notícia com natividade pouco confiável.

COMO IDENTIFICAR?

O Facebook liberou um manual ensinando a perceber esse trambique. Se a notícia tiver duas dessas características, desconfie:

URL
Muitos sites de notícias manipuladas imitam veículos da prensa autênticas, seja no nome, no visual ou fazendo pequenas mudanças no endereço online. Fique sisudo!

Título
Para recorrer à emoção do leitor, sites de fake news utilizam muitas palavras escritas em letra maiúscula ou pontos de exclamação. A teoria é substanciar um imediatismo e uma influência que aquela material, de trajo, não tem.

Formatação
Muitos sites de notícias contêm layouts estranhos, com vista diletante e erros ortográficos.

Data
É generalidade colocarem datas sem sentido ou relação correta com a veras, para aumentar o tempo útil de circulação do post.

Foto
Na incerteza, faça uma “procura por imagem” com a foto usada na página. Se ela pertencer a outra notícia, em outro contexto, desconfie.

FONTES Sites Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, VEJA, The Guardian, El País, The New York Times, The Daily Mirror, The Telegraph, Track Mavens, O Orbe, EXAME, Brainstorm 9, Meio e Mensagem, Olhar Do dedo, Bloomerang e Buzzfeed News Brasil

CONSULTORIA André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Roble, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP