Baixa qualificação em exatas deve ser o maior agravante para o desenvolvimento da tecnologia no Brasil, diz Tânia Cosentino

São Paulo – O Brasil está fadado a fracassar na disputa pelo posto de liderança em lucidez sintético. De consonância com Tânia Cosentino, CEO da Microsoft Brasil, isso deve ocorrer em função da inferior interesse dos brasileiros por matemática. 

“No índice de pessoas graduadas [no Brasil], somente 15% são da espaço de exatas, enquanto a China está beirando os 40%. Vamos perder a guerra da lucidez sintético”, afirmou a executiva, durante evento do BTG Pactual (controlador de EXAME). Ela também labareda a atenção para a pequena participação feminina no segmento. “Desses 15%, somente 15% são mulheres.”

A baixa qualificação da mão de obra brasileira em tecnologia é uma das principais preocupações dos executivos da espaço. “Hoje, skills  [qualificação] é o tema meão”, afirmou o CEO da IBM Brasil. Segundo ele, o número de vagas com carência de mão de obra qualificada no Brasil deve chegar a 500 milénio nos próximos cinco anos. 

Para Cosentino, a demanda por esse tipo de profissional vai aumentar de forma que não vai dar tempo para as pessoas se especializarem. “Ao contrário da terceira revolução industrial, que demorou 30 anos, isso vai sobrevir em menos de 10 anos. Vir para a nossa espaço é ocupação guardado”, disse. 

“Dos empregos de 2030, 65% ainda não existem hoje. Desses, quase 100% vai estar relacionado à tecnologia”, afirmou Rodrigo Galvão, CEO da Oracle Brasil. 

Fonte: Revista Exame – Tecnologia